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BPI junta 83% do capital em assembleia-geral para decidir cisão (Act.)

Os accionistas do BPI estão reunidos em assembleia-geral desde a 10:00, no Porto, para decidirem a proposta de cisão dos activos africanos. Há cerca de 83% do capital do banco presente na reunião.

Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2016 às 10:41
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A reunião magna de accionistas do BPI, que decorre a esta hora no Porto, conta com a presença de cerca de 83% do capital, segundo disse aos jornalistas Mário Silva, o representante da empresária Isabel dos Santos, que saiu por breves instantes da sala.

A
 assembleia-geral desta sexta-feira, 5 de Fevereiro, vai decidir a aprovação da cisão dos activos africanos numa nova sociedade. Uma proposta que tinha sido feita pela administração da instituição liderada por Fernando Ulrich.

A operação visa dar resposta às exigências do Banco Central Europeu (BCE) para que o banco reduza a sua exposição a Angola. E o prazo limite para resolver o problema está cada vez mais próximo: 31 de Março.

Para que a separação entre o BPI e os activos africanos seja aprovada é necessário que haja uma maioria de dois terços dos votos favoráveis à operação. Assim, é imprescindível o apoio de Isabel dos Santos que, com 18,6%, tem poder de veto sempre que uma decisão exige uma maioria qualificada, devido à blindagem de estatutos, que a administração do banco pretende agora eliminarUma proposta que conta com a oposição da segunda maior accionista.

 

Relativamente à cisão, tendo em conta as posições já assumidas por alguns accionistas do BPI, o CaixaBank, que tem 44% mas só pode votar com 20% devido à limitação do poder de votos existente no banco, deverá ser favorável à cisão. No mesmo sentido deverá ir o voto da Allianz (8,4%) e da Holding Violas Ferreira (2,58%).

 

A chave da aprovação está em Isabel dos Santos.

A empresária angolana já se manifestou contra a cisão, designadamente no papel de accionista da Unitel, operadora de telecomunicações que é parceira do BPI no BFA e que, de acordo com os estatutos do banco angolano, tem de aprovar a operação. Apesar de não ter a maioria do capital da Unitel, que tem 49,9% do BFA, Isabel dos Santos tem o controlo de gestão da empresa.

As acções do BPI estão a subir mais de 9%.


(Notícia em actualização)
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