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Amazon quer comprar MGM por 9 mil milhões de dólares

A empresa que detém os estúdios cinematográficos cujo logótipo é um leão há muito que pondera vender o seu negócio. E a Amazon está interessada, mantendo atualmente conversações para a compra da MGM por 9 mil milhões de dólares.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Maio de 2021 às 00:04
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A Amazon está em conversações para adquirir a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), comentou esta noite ao website noticioso The Information uma fonte próxima do processo.

 

Pouco depois, a Variety, citando fontes do setor, confirmou estas negociações e avançou que a Amazon está a analisar a compra da MGM por 9 mil milhões de dólares (7,4 mil milhões de euros).

 

A concretizar-se a compra dos estúdios cinematográficos, será o maior passo de sempre da gigante do comércio eletrónico para se expandir na área do entretenimento.

 

A MGM detém um vasto acervo de filmes, modernos e clássicos, e é a distribuidora dos filmes de James Bond, Rocky e Pantera Cor de Rosa, bem como responsável por outros êxitos de bilheteira, como "O Feiticeiro de Oz".

 

A Metro-Goldwyn-Mayer detém também o canal por cabo Epix e realiza séries de TV, como Fargo e A História de Uma Serva (The Handmaid’s Tale), e reality shows como o Shark Tank e Survivor.

 

Se comprar a MGM, a empresa liderada por Jeff Bezos (que deixará o cargo de CEO no terceiro trimestre) impulsionará o negócio da Amazon Studios e os seus serviços de streaming Prime Vídeo e IMDB, sublinha o The Information.

 

Segundo a fonte citada pelo The Information, um potencial acordo poderia custar entre 7 e 10 mil milhões de dólares. Mas a Variety entretanto avançou com o número mais concreto de 9 mil milhões de dólares.

 

Diz a revista norte-americana que o acordo está a ser delineado por Mike Hopkins, vice-presidente sénior da Amazon Studios e da Prime Vídeo, diretamente com o chairman da MGM, Kevin Ulrich.

 

Ns últimos anos, várias foram as vezes em que a MGM ponderou uma venda, mas os potenciais candidatos foram recuando perante o preço que a empresa pedia", salienta o The Wall Street Journal.

 

Mas desde dezembro passado que o assunto da venda voltou à ribalta e a MGM tem esperança que o atual processo gere interesse para lá dos tradicionais players de Hollywood, desde empresas internacionais de media até a investidores de private-equity, passando por empresas "de cheque em branco" (os chamados SPAC - veículos que são cotados em bolsa para levantar capital para a compra ou a fusão com uma empresa).

 

A MGM é um dos poucos estúdios de cinema não detidos por uma grande entidade dos media/telecomunicações. A Warner Bros é detida pela AT&T, a Universal pela Comcast e a Paramount pela Viacom.

 

Recorde-se que o estúdio cinematográfico pediu proteção contra credores em novembro de 2010, ao abrigo da lei de falências dos EUA, e procedeu a uma reestruturação. O estúdio de Hollywood afundou depois do forte endividamento acumulado através do Leveraged Buy-Out (LBO) de 2005.

 

O maior acionista da MGM, o fundo de cobertura de risco nova-iorquino Anchorage Capital Group (liderado por Kevin Ulrich), tem estado sob pressão nos últimos anos devido ao fraco desempenho e à perda de clientes, e o seu investimento ilíquido nos estúdios acabou por se tornar a maior percentagem do hedge fund à medida que este encolhe, refere o WSJ.

(notícia atualizada às 00:32 com informações sobre o valor do negócio, veiculadas pela Variety)

 

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