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Angola prevê aumento de vendas de petróleo na Ásia

A Sonangol, maior petrolífera angolana, prevê aumentar as vendas no mercado asiático, num momento em que concorre com os fornecedores do Médio Oriente para suprir as necessidades do mercado automóvel que tem tido o mais rápido crescimento a nível mundial.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 28 de Junho de 2006 às 09:04
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A Sonangol, maior petrolífera angolana, prevê aumentar as vendas no mercado asiático, num momento em que concorre com os fornecedores do Médio Oriente para suprir as necessidades do mercado automóvel que tem tido o mais rápido crescimento a nível mundial.

Segundo adiantou em entrevista à Bloomberg a responsável da Sonangol para os negócios na Ásia, Hermenegilda Lopez, a estatal angolana fechou no mês passado os primeiros contratos de venda de crude à Formosa Petrochemical, de Taiwan, e à Indian Oil.

A empresa angolana produz um tipo de crude (‘sweet crude’) com um teor sulfúrico mais baixo que o de muitas petrolíferas do Golfo Pérsico, tornando mais fácil a refinação para a produção de gasolina e nafta, usada no fabrico de plásticos e têxteis.

A Ásia é o mercado com o mais acelerado crescimento do mercado de combustíveis, devido às vendas de automóveis na China, e deverá sustentar 55% do crescimento global da indústria petroquímica nos próximos 10 anos.

A responsável da Sonangol, citada pela Bloomberg, diz que o objectivo da empresa é "cobrir o crescimento dos mercados asiáticos, especialmente na China, Índia, Coreia, Taiwan e Tailândia". "A nossa vantagem é que o nosso petróleo é ‘sweet crude’", diz Hermenegilda Lopez.

As exportações da Sonangol para a China estão relacionadas com empréstimos feitos pela China para a construção de infra-estruturas. Através do Eximbank, o Governo chinês disponibilizou dois mil milhões de dólares (1,58 mil milhões de euros) a Angola, a somar a um financiamento de 2,4 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros) já concedido em Março.

Cerca de 32% das exportações angolanas de petróleo no quarto trimestre do ano passado foram para a China. Já no primeiro trimestre deste ano, a Sonangol vendeu a refinarias asiáticas 5,9 milhões de barris de crude.

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