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Dois terços das seguradoras portuguesas pretendem manter número de colaboradores em 2021

Apesar da Covid-19 ter paralisado a economia mundial e aumentado de forma exponencial o número de desempregados, 67% das seguradoras portuguesas pretendem manter os seus colaboradores em 2021.

A maior parte das empresas optou por adiar o regresso total ao escritório devido ao avanço da pandemia.
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Negócios jng@negocios.pt 25 de Novembro de 2020 às 11:48
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A maioria das seguradoras portuguesas não pretende, no próximo ano, fazer cortes na sua força de trabalho. Em 2021, 67% das empresas do setor segurador querem manter o seu número de trabalhadores inalterado, segundo o estudo Total Compensation – Setor Segurador 2020 da Mercer.

O evoluir da pandemia tem levado as empresas a cortar nas suas despesas, todavia, em comparação com o ano transato, aumentou a vontade das seguradoras em manter os seus trabalhadores. Sendo que em 2019, esta previsão era de 56%.

No ano passado, 22% das empresas do setor tinham intenção de contratar novos colaboradores em 2020, valor que decresce neste novo estudo. Este ano face a 2021, só 11% das seguradoras é que demonstram o intento de aumentar a equipa.

Quanto à redução dos postos de trabalho, a percentagem de empresas do setor que o pretende fazer mantém-se inalterada face ao ano transato, 22%.

Já no que diz respeito aos Incrementos Salariais, os fatores que mais condicionam o Setor Segurador nesta atribuição são os Resultados Individuais do colaborador (89%), Grelha Salarial (78%) e os Resultados da Empresa (67%). Fatores como Antiguidade e o Nível Funcional são as caraterísticas menos influentes na atribuição do incremento salarial.

Marta Dias Gonçalves, Surveys Leader da Mercer, refere num comunicado da empresa que "em 2020, fruto da inesperada situação de pandemia e dos seus impactos na economia, o número de empresas que manifestou a intenção de congelar os incrementos salariais não contratualizados de forma a não promover o aumento da massa salarial na sua estrutura de custos aumentou significativamente".

Analisando a variação salarial face a 2019, observa-se que a variação foi ligeiramente positiva, embora numa análise por grupo funcional, seja possível observar que houve um aumento mais relevante para os grupos de Quadros Superiores, Chefias Intermédias e Direção Geral e uma variação negativa para os grupos de Diretores de 1ª Linha, Comerciais e Administrativos/ Operacionais.

No que diz respeito aos subsídios de apoio escolar, 71% das empresas concede-os aos colaboradores e 43% oferece o subsídio de creche.

Relativamente a outros benefícios, cerca de 86% das organizações assegura o pagamento dos 3 primeiros dias de baixa não comparticipados pela Segurança Social e a maioria das empresas (66%) refere que o Plano Médico oferecido cobre não só o colaborador, como também o cônjuge e filhos. Destaca-se ainda destes benefícios o automóvel, que é um benefício atribuído em 90% das seguradoras em Portugal.

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