Empresas Dono turco dos portos portugueses fica sem CEO

Dono turco dos portos portugueses fica sem CEO

Líder da atividade portuária portuguesa e um dos maiores investidores estrangeiros no nosso país, o grupo Yilport anunciou a renúncia ao cargo do seu CEO, Christian Blauert, a partir de 15 dezembro de 2019.
Dono turco dos portos portugueses fica sem CEO
Miguel Baltazar/Negócios
Rui Neves 04 de novembro de 2019 às 10:28

Christian Blauert, o ainda CEO do grupo turco Yilport, demitiu-se do cargo, depois de, ainda no passado verão, ter estado em Portugal para a cerimónia de assinatura do memorando que prevê um investimento de 122 milhões de euros no terminal de contentores de Alcântara, e que prolonga o período de concessão deste operador até 2038.

 

"A Yilport Holding anuncia a renúncia do seu CEO Christian Blauert, a partir de 15 de dezembro de 2019", revelou o grupo turco, esta segunda-feira, 4 de novembro, em comunicado.

 

Robert Yuksel Yildirim, presidente do grupo Yilport, acumulará o cargo de CEO da empresa a partir de 1 de janeiro de 2020 até que seja escolhido um novo presidente executivo, adiantou a mesma fonte.

 

Christian Blauert entrou no grupo Yilport como COO em maio de 2015, ascendendo ao cargo de CEO em junho do ano seguinte.

 

"Depois de estar no comando por mais de três anos, e trabalhar em estreita colaboração com o presidente Robert Yuksel Yildirim em muitos projetos, acredito no sucesso contínuo da Yilport como um dos grupos de gestão de portos mais dinâmicos e de crescimento mais rápido do mundo", afirmou Christian Blauert.

 

A Yilport Holding foi criada em 2012 e possui 22 terminais marítimos e seis terminais secos em 10 países. É o 12.º maior operador do mundo e segundo maior europeu, ambicionando tornar-se num dos dez maiores operadores mundiais portuários até 2025.

 

Foi há quatro anos que o grupo turco se tornou-se líder da atividade portuária em Portugal, controlando quatro terminais de contentores, dois de carga geral e um terminal de granéis alimentares, após ter comprado as concessões da Tertir à Mota-Engil (63,1%) e ao Novo Banco (36,9%) por cerca de 300 milhões de euros.




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