Empresas Escassez de CO2 ameaça cerveja na Europa mas Portugal está imune

Escassez de CO2 ameaça cerveja na Europa mas Portugal está imune

A indústria cervejeira europeia está a enfrentar dificuldades na produção, em particular no Norte do continente, devido à escassez de dióxido de carbono (CO2), ingrediente fundamental para o gás nas cervejas. Em Portugal, contudo, os efeitos desta falta de CO2 não se têm sentido.
Escassez de CO2 ameaça cerveja na Europa mas Portugal está imune
Cláudia Ribeiro
Pedro Curvelo 05 de julho de 2018 às 21:00

De acordo com a imprensa internacional, existe uma escassez de dióxido de carbono para uso industrial na Europa devido ao encerramento em simultâneo de várias fábricas de amoníaco para manutenção. O CO2 é libertado durante a produção de amoníaco, sendo depois vendido à indústria para diversos fins como a produção de cerveja e refrigerantes gaseificados, a embalagem de produtos frescos – como carne ou saladas – e até mesmo nos matadouros, sendo este gás usado para atordoar os porcos.

Contactadas pelo Negócios, as duas cervejeiras portuguesas e a Refrige, que produz refrigerantes como a Coca-Cola, indicaram não estar a sentir qualquer efeito, nem anteciparem problemas na produção.

A Sociedade Central de Cervejas (SCC), que produz a Sagres, indicou que não só não existe "qualquer problema de escassez" de CO2 como a empresa tem "capacidade excedentária". Fonte oficial da empresa referiu ainda que existe disponibilidade de abastecer outras unidades do grupo – a SCC é detida na totalidade pela Heineken – e que isso poderia ser feito. No entanto, "a nossa localização periférica leva a considerar outras opções mais próximas onde existe também excedente", acrescenta.

Já o Super Bock Group disse que "a capacidade instalada que temos para recuperação e armazenamento de CO2, produzido naturalmente durante o processo de fermentação, faz com que sejamos absolutamente auto-suficientes face àquelas que são as nossas necessidades de produção". Adicionalmente, o grupo não tem qualquer indicação de constrangimentos no fornecimento de dióxido de carbono na Carlsberg, accionista de referência da cervejeira nacional.

Também a Coca-Cola European Partners referiu que "esta situação não teve nenhum impacto na produção da fábrica da Coca-Cola European Partners em Portugal, em Palmela, nem se prevê que venha a ter".




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