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Executivos da Enron acusados de contarem mentiras atrás de mentiras

Os antigos administradores da falida Enron mentiram sobre a situação financeira da empresa, com o objectivo de realizar milhões de dólares de lucros com a venda de acções da companhia, disse um procurador dos Estados Unidos na abertura do julgamento de Ke

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 31 de Janeiro de 2006 às 17:15
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Os antigos administradores da falida Enron mentiram sobre a situação financeira da empresa, com o objectivo de realizar milhões de dólares de lucros com a venda de acções da companhia, disse um procurador dos Estados Unidos na abertura do julgamento de Kenneth Lay e Jeffrey Skilling.

Segundo os argumentos hoje anunciados do Departamento de Justiça dos EUA, os antigos «chairman» e CEO da Enron sabiam que a Enron estava perto do colapso em 2001.

«Eles esconderam factos aos investidores, enquanto vendiam milhares de acções que detinham na empresa», acusou o procurador John Hueston. Os dois executivos «contaram mentiras atrás de mentiras acerca da verdadeira saúde da Enron».

Num dos julgamentos relacionados com Wall Street mais aguardados dos últimos anos, Kenneth Lay e Jeffrey Skilling são acusados de fraudes financeiras que levaram a empresa, que chegou a ser considerada a sétima maior dos EUA, à falência.

Antes de rebentar o escândalo financeira que levou ao colapso da energética americana, a Enron estava avaliada no mercado em 68 mil milhões de dólares. Lay é acusado de sete casos de fraude e conspiração, mais quatro de fraude bancária, enquanto Skilling é acusado de 31 casos de fraude, conspiração e «inside trading».

Para o procurador Hueston, cujos argumentos demoraram duas horas a ser explicitados em tribunal, «este é um caso simples». «Não de trata de contabilidade. Trata-se de mentiras e escolhas», afirmou Hueston.

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