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Insolvências aumentam em junho mas menos que em maio

Olhando aos setores, as telecomunicações viram o maior aumento de insolvências, seguido de hotelaria e restauração.

Dois terços das empresas afetadas preveem reabrir até final de maio.
Rui Minderico
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 09 de Julho de 2020 às 10:49
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O mês de junho registou mais 191 insolvências do que no mesmo mês do ano passado, mas menos 41 do que em maio. O primeiro semestre de 2020 fecha, desta forma, com mais empresas insolventes e menos novas empresas constituídas.

Junho contabilizou um total de 559 insolvências, 52% acima daquelas registadas no período homólogo, mostram os dados divulgados esta quinta-feira, 9 de julho, pela Iberinform.

No semestre, o aumento no número de empresas insolventes é de 7,5%, num total de 2.749. Ainda assim, os valores do primeiro semestre não ultrapassam os totais de 2017 (3.391) e de 2018 (3.067).

Lisboa e o Porto são os distritos que apresentam o valor de insolvências mais elevado, com 568 e 687 casos, respetivamente. Face a 2019, verifica-se um aumento de 8,8% em Lisboa e de 7,7% no Porto.

Apesar do cenário globalmente negativo, há distritos onde as insolvências reduziram: foram menos 37,5% na Guarda, menos 25% na Horta e menos 23,1% em Coimbra.

Olhando aos setores, as telecomunicações viram o maior aumento de insolvências, seguido de hotelaria e restauração. Já na indústria extrativa e a construção de obras públicas o cenário melhorou.

Criação de empresas sai da quarentena

Em junho foram criadas 2.641 novas empresas, menos 597 que no período homólogo de 2019 (-18,4%). Contudo, este valor traduz um aumento de 21,4% face a maio. 

No acumulado, o primeiro semestre de 2020 fecha com um total de 18.076 constituições, menos 9.471 que em 2019 (-34,3%). Em termos históricos, o acumulado do ano 2020 é muito inferior ao dos anos anteriores: 24.648 em 2018 e 27.547 em 2019.

Novamente, Lisboa e Porto destacam-se com o maior número de constituições – 4.724 e 3.341, respetivamente, enquanto que os maiores decréscimos verificaram-se em Aveiro, na Guarda e na Madeira.

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