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Indústria do Norte retoma com inédito hino de Rui Reininho: “Santo Homem Bem Cheiroso”

Lançamento do livro “A Fábrica”, uma conferência sobre a importância da indústria para a reinvenção da economia, com a participação do Governo e de empresários, e a atuação do vocalista dos GNR com uma música inédita dedicada a esta temática. Amanhã, em Leixões.

Imagem do videoclipe de "Rota da Sede", a nova música de Rui Reininho, todo ele uma referência à indústria, ao território, às empresas e às pessoas. DR
Rui Neves ruineves@negocios.pt 21 de Julho de 2020 às 15:32
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No Porto há uma via chamada Norte, onde estão sediadas grandes referências da indústria portuguesa, como a Sonae, a Efacec ou o SuperBock Group, e também um ponto cardeal magnético que se apresenta como o maior e mais dinâmico centro de negócios dedicado à indústria 4.0 em Portugal.

A extinta Fábrica de Tecidos de Seda Lionesa, inaugurada em 1944 e que representava a indústria 2.0, ressurgiu há mais de uma década como íman económico e social dedicado à 4.0, que manteve o nome Lionesa e que, nos últimos anos, atraiu grande quantidade e qualidade de investimento estrangeiro, nomeadamente nas áreas das tecnologias e serviços partilhados.

Empresas como a Oracle, Farfetch, eDreams, Vestas, Klockner Pentplast e Hilti são algumas das marcas com escritórios na Lionesa, que acolhe um total de 112 empresas e cerca de cinco mil pessoas, de 30 diferentes nacionalidades, num espaço de 48 mil metros quadrados e que gera indiretamente uma faturação estimada em cerca de 1,2 mil milhões de euros.

Entretanto, a Lionesa decidiu editar um livro, chamado "A Fábrica", que partia da narrativa do edifício que acolhe este centro de negócios, em Leça do Balio, Matosinhos, para se estender de todo o Norte para o Mundo.

"Concebida e pensada sem pandemia no horizonte, a edição que junta autores de prestígio tornou-se uma mensagem de força e de esperança em redor de um destino e da sua indústria, reforçando os sinais de confiança, esperança, crença num futuro promissor, depois da crise", conta a entidade promotora, em comunicado.

Com fotografias de Luís Ferreira Alves, textos históricos de Joel Cleto e design de João Machado , a edição do luxuoso livro despoletou, assim, algo maior, desaguando numa discussão alargada intitulado "A Fábrica do Futuro", que junta várias figuras do panorama público e privado nacional.

Vocalista dos GNR canta "Rota da Sede" numa conferência sobre a indústria 4.0

Esta quarta-feira, 22 de julho, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, para uma plateia restrita de 30 convidados, vai realizar-se um debate sobre o "Futuro da Indústria" e a revitalização da economia em Portugal, que contará com uma série de empresários, o presidente da AEP e o secretário de Estado para a Transição Digital. Uma conferência que iria ser presidida pelo ministro da Economia, mas Siza Vieira já cancelou a sua presença no evento.

Com arranque marcado para as 10h15, a conferência deverá ser encerrada por volta das 12h30, com a atuação do vocalista dos GNR, que irá cantar um tema inédito, intitulado "Rota da Sede", e que será acompanhada por um videoclipe, "todo ele uma referência à indústria, ao território, às empresas e às pessoas", enfatiza a Lionesa.

A certa altura da atuação deste homem do Norte, Rui Reininho cantará "Santo Homem Bem Cheiroso".

"Se foi com a indústria 4.0 a primeira vez que Portugal acompanhou uma revolução industrial ao mesmo tempo que os países mais competitivos, não pode ser a pandemia a fazer com que Portugal se volte a dessincronizar do ritmo mais avançado da competição global", alerta a administração da Lionesa.

Matéria-prima para a discussão da manhã desta quarta-feira, em Leixões: Depois de um período de forte crescimento, de que forma a Indústria se adaptou? Quais as principais condicionantes? Quais são os desafios que se colocam? Qual o papel do setor na economia portuguesa e do Estado nesta transição? A Indústria 4.0 é já uma realidade para todo o setor? Como se posiciona a indústria portuguesa no campo da Investigação e Inovação? Qual o papel e a força do território nessa reinvenção estratégica?

Entretanto, a Lionesa tem em curso um ambicioso plano de expansão, que até 2025 irá mais do que duplicar a área bruta locável para 110 mil metros quadrados e acolher mais de dez mil pessoas.

O projeto contempla a criação de um parque verde e de lazer com cinco hectares, projetado pelos arquitetos Siza Vieira e Sidónio Pardal, a reabilitação do Mosteiro de Leça do Balio, a construção de um hotel, "serviced apartaments", uma escola internacional, empresas e outros conceitos na área do desporto e lazer.

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