Lucro da Unilever sobe 2,9% para 6,21 mil milhões em termos comparáveis em 2025
Em 2025, o volume de negócios da multinacional atingiu 50.503 milhões de euros, uma quebra de 3,8% face ao valor de 2024.
O lucro líquido da Unilever aumentou 64,9% para 9.469 milhões de euros em 2025 face a 2024, mas em termos comparáveis subiu 2,9% para 6.213 milhões, anunciou esta quinta-feira a gigante europeia de produtos de consumo.
As contas do último exercício da Unilever - que em dezembro passado concluiu a cisão do seu negócio de gelados - refletem um efeito positivo extraordinário de 3.373 milhões de euros relativos à venda de operações descontinuadas.
Em 2025, o volume de negócios da multinacional atingiu 50.503 milhões de euros, uma quebra de 3,8% face ao valor de 2024, dos quais 12.586 milhões no quarto trimestre, o uma quebra interanual de 2,7%.
O volume de negócios anual da área de beleza diminuiu 2,3%, para 12.848 milhões de euros, enquanto a área de cuidados viu as receitas recuarem 3,4%, para 13.161 milhões, o negócio de produtos para o lar faturou menos 6,4%, para 11.565 milhões, e a área de nutrição se contraiu 3,2% para 12.929 milhões de euros.
Por regiões, as vendas da empresa na Ásia-Pacífico e África caíram 4,4%, para 22.427 milhões de euros, recuaram 5% na América, para 18.622 milhões, e aumentaram 0,3% na Europa, para 9.454 milhões.
Quanto aos custos de reestruturação, totalizaram 599 milhões de euros no exercício passado, contra 710 milhões no ano anterior.
"Em 2025 tornámo-nos uma Unilever mais simples, ágil e rápida, cumprindo o nosso compromisso de crescimento de volume", declarou o presidente executivo da Unilever, Fernando Fernández.
O responsável sublinhou que foram estabelecidas prioridades claras para o crescimento, incluindo a construção de um portfólio de marcas para o futuro, com mais produtos de beleza, bem-estar e cuidados pessoais, priorizando os segmentos 'premium' e o comércio digital, e consolidando o crescimento nos EUA e na Índia.
"Apesar da desaceleração dos mercados, o nosso foco mais preciso e uma execução disciplinada sustentam a nossa confiança para 2026 e os anos seguintes", acrescentou.
Este ano, a multinacional prevê que o crescimento subjacente das vendas se situe dentro da faixa de previsão plurianual de 4% a 6%, com um crescimento subjacente em volume de pelo menos 2%, refletindo uma "desaceleração do mercado", mas confia numa "melhoria modesta" na margem operacional subjacente face aos 20% de 2025.
Por outro lado, o Conselho de Administração da Unilever aprovou uma nova recompra de ações com um valor de mercado agregado equivalente a até 1.500 milhões de euros, que arrancará no segundo trimestre de 2026.
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