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Pratas rende Sequeira à frente da APICER: “O associativismo precisa de ‘chicotadas’”

Numa altura em que o preço do gás natural coloca a indústria cerâmica nacional à beira do colapso, a associação do setor muda de líder, trocando José Luís Sequeira, de 74 anos, pelo até há pouco tempo diretor de recursos humanos da Vista Alegre Atlantis.

José Luís Sequeira, que entrou em 1975 na APICER, foi agora substituído na liderança da associação por José Pratas.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 16 de Setembro de 2022 às 19:12
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José Manuel da Cruz Pratas, 64 anos, licenciado em Sociologia e diretor de recursos humanos da Vista Alegre Atlantis (do grupo Visabeira), até ao final de agosto passado, foi eleito, esta quinta-feira, 15 de setembro, presidente da direção da Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria (APICER).

 

"Somos amigos. Foi indicado por mim e eleito por unanimidade pelos associados da APICER", adiantou ao Negócios José Luís Sequeira, o antecessor no cargo, que estava à frente da associação há quase sete anos.

 

"Não estou cansado nem esgotado, mas tenho 74 anos. Era para cumprir um mandato, acabei por cumprir dois", enfatizou Sequeira, que entrou na APICER em 1975, como consultor jurídico, tendo assumido vários cargos na associação, até chegar à liderança desta organização empresarial em 2015.

 

"Não é bom para o associativismo permanecer-se nos cargos por tempo indeterminado. Precisa de ‘sangue’ novo, ainda que convivendo com ‘sangue’ mais velho. O associativismo precisa de ‘chicotadas’ desta natureza, senão amolece", defendeu o até ontem presidente da APICER.

 

Sequeira alerta que o setor vive momentos dramáticos, "os mais difíceis dos últimos 40 anos".

 

Há três semanas, também em declarações ao Negócios, avançava que o problema da vertiginosa subida do preço do gás natural estava a colocar a indústria cerâmica nacional à beira do colapso.

 

"O aumento do preço foi de entre cinco e 10 vezes. Um caso concreto: nos últimos seis meses, uma empresa que tinha uma fatura mensal de 500 mil euros passou para 2,5 milhões de euros", relatou.

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"Há situações muito difíceis. Em setembro, algumas podem fechar em definitivo. Estimamos que possam vir a parar umas 50 por razões ligadas ao aumento do preço do gás natural", sinalizou Sequeira.

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