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Presidente da Pescanova demite-se e o conselho convoca os accionistas

Manuel Fernández de Sousa, presidente da Pescanova, anunciou a sua demissão, do cargo que ocupa desde os anos 80. A demissão foi aceite por todo o conselho, segundo confirmou o próprio.

Correio da Manhã
Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 10:49
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Envolto na polémica em torno das irregularidades contabilísticas da Pescanova, Manuel Fernández de Sousa, o presidente da empresa, anunciou a sua demissão, depois de ter sido imputado pela Audiência Nacional por possível falseamento das contas e uso de informação privilegiada, segundo o “El País”.

 

Depois da demissão, o conselho de administração resolveu convocar a assembleia geral de accionistas para Setembro. Caso Sousa não se tivesse demitido hoje, o mais provável seria que fosse obrigado a abandonar o cargo. O seu mandato terminou em Abril e teria de ser renovado, algo pouco provável tendo em conta que os segundo e terceiro maiores accionistas pedem há meses a sua demissão, e que os accionistas minoritários sofreram grandes perdas antes do congelamento dos títulos em bolsa, em Abril.

 

Também Ana Belén Barreras, que fazia parte do conselho de administração se demitiu, mesmo não tendo acções da empresa, ao contrário do que acontece com o seu pai, José Alberto Barreras, accionista da Pescanova, que está acusado de vender títulos sem ter informado o regulador de mercado espanhol.

 

Manuel Fernández de Sousa explicou em comunicado que tomou esta decisão “depois de concluir o processo de clarificação e regularização impulsionado por ele há cinco meses, uma vez que a administração informou que a sua intenção é que a empresa não seja liquidada”. O presidente insistiu na mesmo justificação que deu ao longo dos meses, mesmo quando vendeu 32 milhões de euros em acções escondidas, de que tudo o que fez foi pelo bem da empresa.

 

“Chegou o momento de dar um passo atrás. Não gostaria que a minha presença fosse um obstáculo, por mais pequeno que fosse, para que os administradores estejam livres para negociar com os credores as condições para relançar a Pescanova”, assinalou Sousa no comunicado.

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