"É totalmente infundada a alegação de manipulação dos lucros de 2008"
"É totalmente infundada e tem um tom alarmista, absolutamente censurável - a alegação de manipulação dos lucros relativos ao exercício de 2008". Foi desta forma que a EDP comentou a notícia de que Victor Franco terá pedido a renúncia ao cargo do Conselho Superior da EDP por discordar com a contabilização da operação da EDP Renováveis que a EDP levou a resultados extraordinários, inflacionando os lucros que superaram os mil milhões de euros.
“É totalmente infundada – e tem um tom alarmista, absolutamente censurável - a alegação de manipulação dos lucros relativos ao exercício de 2008”. Foi desta forma que a EDP comentou a notícia de que Victor Franco terá pedido a renúncia ao cargo do Conselho Superior da EDP por discordar com a contabilização da operação da EDP Renováveis que a EDP levou a resultados extraordinários, inflacionando os lucros que superaram os mil milhões de euros.
O comunicado da eléctrica sublinha que as contas semestrais de Junho de 2008 - onde a operação da EDP Renováveis já estava incluída nos resultados líquidos – "mereceram aprovação unânime da Comissão de Auditoria do Conselho Geral e de Supervisão e do próprio Conselho Geral e de Supervisão, bem como o parecer favorável e sem reservas do auditor externo da empresa e ROC, KMPG".
Segundo a edição de hoje do jornal "Público", Victor Franco considerava que a operação deveria ter sido levada a capitais próprios e não a resultados, pelo facto de a EDP Renováveis ter entrado em bolsa por aumento de capital e não por venda de uma participação da EDP e trata-se de um activo estratégico.
A auditora KPMG não comenta este assunto, tendo-se recusado a disponibilizar o relatório de auditoria, com o argumento de confidencialidade acordado com a EDP. Ainda assim, o Negócios sabe que o entendimento da auditora é que eléctrica cumpriu a lei. Em causa não está uma questão de legalidade, mas antes a discussão sobre a aplicação do método contabilístico mais ajustado.
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