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Semapa confirma proposta alternativa à OPA da Camargo

A Semapa, liderada por Pedro Queiroz Pereira, confirmou em comunicado à CMVM que apresentou na passada quinta-feira uma proposta para a constituição de uma empresa, com Manuel Fino, CGD e Fundo de Pensões do BCP, destinada a lançar uma alternativa à Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Camargo Corrêa sobre a Cimpor.

Negócios negocios@negocios.pt 09 de Abril de 2012 às 20:42
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Tal como o Negócios noticia hoje, Queiroz Pereira apresentou no passado dia 5 de Abril aos accionistas portugueses da Cimpor uma alternativa à OPA da brasileira Camargo.

A proposta, que tem o acordo de Manuel Fino, foi apresentada à Caixa Geral de Depósitos (CGD) e ao fundo de pensões do BCP, tendo sido dado conhecimento ao primeiro-ministro e aos ministros das Finanças e da Economia, referiu o Negócios.

Hoje, a CMVM pediu esclarecimentos adicionais sobre esta proposta, de modo a perceber se haveria matéria para pedir ao dono da Semapa que preste informação ao mercado sobre a sua alternativa para a cimenteira, adiantou fonte oficial da CMVM ao Negócios.

Agora, em comunicado, a Semapa confirma a existência da proposta. “A aquisição por esta nova sociedade das participações na Cimpor seria efectuada por um valor por acção não inferior a 5,75 euros”, diz o documento, confirmando assim a notícia avançada pelo Negócios.

“Por pedido expresso da CMVM esclarece-se que, não obstante tal não constar da proposta a que se faz referência, a valorização da aquisição de bens numa transacção desta natureza estaria dependente do regime de verificação de valor a que se refere o artigo 28º do Código das Sociedades Comerciais”, segundo o comunicado.

A nova sociedade a constituir integraria, “pelo menos numa primeira fase, a Caixa Geral de Depósitos e o Fundo de Pensões do BCP e ainda a Manuel Fino, SGPS, S.A., caso esta venha a aderir, agregando assim, não só a totalidade das participações detidas por estas entidades no capital social da Cimpor, representando no seu conjunto 30,3% do capital desta última, como também a totalidade da participação no capital da Secil – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A., numa repartição de capital de 50/50 entre a Semapa e as outras entidades”.

Na eventualidade de alguma das entidades em causa não ter disponibilidade para integrar o capital da nova sociedade, a Semapa informou os destinatários da referida proposta que encarava como alternativa poder vir a proceder à compra das correspondentes participações na Cimpor por valor não inferior ao acima indicado, sublinha o comunicado da empresa de pasta e papel.

“Esta proposta, válida por 15 dias, foi apresentada tendo como racionalidade o facto de se estar perante um cenário de inevitabilidade de partilha dos activos da Cimpor à total revelia dos interesses nacionais, e desta forma ser possível que, na divisão de activos que não deixará de se seguir à OPA em curso, os interesses nacionais possam ter uma palavra a dizer, e a eles caiba uma parte naquela inevitável divisão”, conclui o comunicado, acrescentando que “esta nova sociedade, integralmente portuguesa, viabilizaria a liquidez da posição aos accionistas que nisso tivessem interesse, através de uma oferta pública de venda a efectuar assim que as condições de mercado o permitissem”.
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