Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Stilwell d'Andrade é o novo CEO interino da EDP

Aos 43 anos, Miguel Stilwell d'Andrade, até agora "chief financial officer" (CFO) da elétrica, assume interinamente a presidência executiva da EDP.

Ricardo Almeida/Correio da Manhã
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 06 de Julho de 2020 às 21:05
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
Miguel Stilwell d'Andrade, até agora "chief financial officer" (CFO) da EDP, foi o nome escolhido para assumir interinamente o lugar de CEO da elétrica após a decisão do juiz Carlos Alexandre de suspender António Mexia das funções na empresa, informa esta segunda-feira a empresa em comunicado remetido à CMVM.

A empresa refere que "no âmbito do processo em curso relativo à cessação dos Contratos de Aquisição de Energia (CAE) e transição para o regime de Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) e à extensão da utilização do Domínio Público Hídrico (DPH)" foram aplicadas a António Mexia, CEO da elétrica, e a João Manso Neto, administrador e CEO da EDP Renováveis, a medida de coação de suspensão de funções na administração da empresa.

Perante este cenário, o Conselho Geral e de Supervisão e o Conselho de Administração Executivo, "deliberaram proceder à nomeação do Chief Financial Officer, Eng. Miguel Stilwell de Andrade, para o exercício interino das funções e cargo de presidente do Conselho de Administração Executivo". Esta nomeação vigora "enquanto se verificar o impedimento do Dr. António Mexia, e em acumulação com as actuais funções [de CFO]".

A EDP assinala que "o Conselho de Administração Executivo mantém todos os poderes e condições necessárias para assegurar o regular funcionamento da sociedade e das suas relações com as subsidiárias, nomeadamente a EDP Renováveis e a EDP Energias do Brasil".

No comunicado, a elétrica "reafirma que relativamente às matérias em causa não houve qualquer irregularidade que lhe possa ser imputada. O enquadramento legal existente desde 2004, as decisões da Comissão Europeia de 2004, 2013 e 2017 e os estudos e pareceres independentes sobre estas matérias demonstram que os montantes devidos pela cessação dos CAE e transição para o regime de CMEC e o montante pago pela extensão da utilização do DPH foram justos e nos termos das condições de mercado".

Por último, a EDP assegura que se mantém "empenhada na concretização do Plano de Negócios apresentado ao mercado em março de 2019".
Ver comentários
Mais lidas
Outras Notícias