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Defesa de Mexia: "Qual a diferença agora de há três anos?"

João Medeiros, advogado de defesa de António Mexia, fala em alinhamento de astros entre a entrada de Carlos Alexandre no processo e a atuação do Ministério Público.

David Martins
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 06 de Julho de 2020 às 20:23
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João Medeiros, advogado de António Mexia, declarou em entrevista à TVI considerar "ilegal" a suspensão de funções decretada pelo juiz Carlos Alexandre.

O advogado não fugiu aos argumentos já invocados na contestação das medidas de coação que o Ministério Público tinha pedido, dizendo ter vários pareceres "unânimes" de que a medida é inademissível.

Um dos principais argumentos é de que António Mexia e João Manso Neto são gestores de empresa privada. O grupo tem apenas uma concessionária pública, que é a EDP Distribuição, onde nenhum dos dois gestores está presente. 

Mas João Medeiros vai mais longe. E não percebe o que mudou em três anos para que as medidas de coação fossem agravadas. Os dois gestores foram constituídos arguidos em 2017. Para João Medeiros, "não fui capaz de compreender [o que mudou] e a decisão não explica". E deixa a questão: "Qual a diferença agora de há três anos?". O argumento de perturbação de inquérito, a seu ver, é tão válido agora como há 3 anos.

Para o advogado há outra coincidência. "Há um alinhamento de astros. Durante três anos o Ministério Público não ouviu os arguidos. Quando há um juiz substituto resolveu ouvir os arguidos e sujeitá-los a novas medidas de coação".

O responsável acrescenta ainda que no caso nem os factos nem as provas são discutidas e "os indícios fornecidos são artigos do jornal".

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