Enterrar rede elétrica custa volta a Portugal em TGV
Na sequência da tempestade Kristin, que derrubou quilómetros de cabos elétricos e deixou milhares de famílias sem eletricidade, trazendo novamente para o debate público a resiliência das infraestruturas, a ministra do Ambiente e Energia anunciou esta semana um estudo para saber os custos e benefícios de enterrar a rede elétrica nacional.
Engenheiros ouvidos pelo JN afirmam que a rede já é resiliente e apenas admitem linhas subterrâneas na média tensão e em pontos estratégicos. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos também não vê urgência na adaptação.
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“Enterrar toda a rede representaria custos incomportáveis para o país e para os consumidores portugueses, que iam pagar na fatura de energia elétrica”, afirmou Luís Mira Amaral, antigo ministro da Energia, em declarações ao JN.
Só 21% da rede de 245.798 quilómetros é que está enterrada. Quanto custa enterrar os restantes 194.511 quilómetros? Mira Amaral fala de cem mil euros por quilómetro para enterrar as linhas de média tensão, sendo que a de muito alta tensão seria mais dispendiosa.
Contas feitas, seriam necessários, no mínimo, 19,4 mil milhões de euros, pelo que o diário concluiu que “enterrar rede elétrica custa dois aeroportos de Lisboa”.
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Ora, o custo previsto para construir a linha ferroviária de alta velocidade entre o Porto e Lisboa é de 4,5 mil milhões de euros. De forma simplista, a fatura para enterrar a rede elétrica daria para pagar a volta a Portugal em TGV.
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