Azul sai da insolvência após acusar gestores da TAP de insolvência culposa da “TAP má”
A Azul concluiu a saída do Capítulo 11 (“Chapter 11”) da lei de insolvências dos Estados Unidos, após ter concluído o processo de reestruturação, anunciou a ex-acionista da TAP, que se apresenta como “a maior companhia aérea do Brasil em número de cidades atendidas e rotas domésticas diretas”.
"Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e posicionou a Azul para a estabilidade de longo prazo. Estamos saindo do Chapter 11 com o apoio de alguns dos mais respeitados parceiros financeiros e estratégicos da aviação global”, afirma John Rodgerson, CEO da companhia aérea, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil.
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Entre as “principais conquistas da reestruturação”, destacam-se os 850 milhões de dólares (721 milhões de euros) recebidos em novos investimentos em ações e uma redução da dívida e obrigações de 2,5 mil milhões de dólares (2,12 mil milhões de euros), alcançando “o menor nível de alavancagem da sua história”, enfatiza a Azul.
A conclusão da saída do processo de recuperação judicial nos Estados surge depois da United Airlines e a American Airlines se terem comprometido a injetar 200 milhões de dólares (cerca de 169 milhões de euros) na Azul no âmbito da execução do plano de reestruturação.
Na passada segunda-feira foi anunciado que cada uma daquelas companhias aéreas norte-americanas contribuirá com 100 milhões de dólares (cerca de 84 milhões de euros) para apoiar a execução do plano e as operações da companhia após a saída do “Chapter 11”.
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Recorde-se que a Azul mantém um litígio judicial com a TAP, no âmbito da insolvência da Siavilo (ex-TAP SGPS), onde a companhia aérea brasileira surge como credora, reclamando o pagamento de um empréstimo obrigacionista da ordem dos 180 milhões de euros realizado em 2016, quando David Neeleman era acionista da transportadora aérea portuguesa.
A Azul acusa a Siavilo de insolvência culposa e manobras para evitar o pagamento, que serviram, garante, para a TAP evitar pagar a dívida, uma vez que a SGPS ficou sem ativos relevantes.
O Tribunal da Comarca de Lisboa abriu um procedimento para avaliar se a insolvência da Siavilo foi culposa, medida que pode implicar fortes penalizações para os atuais e antigos administradores da companhia.
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A “TAP má” faliu com dívidas superiores a 1,3 mil milhões de euros .
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