Administração Trump reúne-se com petrolíferas para discutir futuro do setor na Venezuela
O encontro entre executivos de grandes empresas e o secretário da Energia terá lugar à margem de uma conferência do setor energético organizada pelo banco de investimento Goldman Sachs, em Miami.
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O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, vai reunir-se esta semana com executivos do setor petrolífero norte-americano para discutir como revitalizar a indústria petrolífera da Venezuela, segundo vários meios de comunicação social.
O encontro terá lugar à margem de uma conferência do setor energético organizada pelo banco de investimento Goldman Sachs, em Miami, noticiou a agência Efe.
Executivos de grandes empresas petrolíferas norte-americanas, incluindo a Chevron e a ConocoPhillips, vão participar no simpósio.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 300 a 303 mil milhões de barris, representando aproximadamente um quinto das reservas globais conhecidas.
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Após a operação, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem dado grande ênfase ao controlo e à exploração das reservas de petróleo da Venezuela.
Maduro e a mulher prestaram hoje breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.
A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.
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