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EDP fecha 2021 com descida dos lucros de 18% para 657 milhões de euros

A EDP apresentou esta quinta-feira os resultados de 2021. A elétrica liderada por Miguel Stilwell registou lucros de 657 milhões de euros.

A EDP, liderada por Miguel Stilwell, fechou os primeiros nove meses de 2021 com lucros de 510 milhões de euros.
Miguel Baltazar
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2022 às 16:42
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A EDP fechou 2021 com uma descida dos lucros de 18% para 657 milhões de euros. No ano passado, a empresa tinha registado um resultado líquido de 801 milhões de euros.

Já o resultado líquido recorrente, que exclui efeitos extraordinários, aumentou 6% face ao período homólgo para 826 milhões de euros. O valor está em linha com a meta definida pela empresa para 2021, acima de 800 milhões de euros.

Na nota enviada esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a elétrica liderada por Miguel Stilwell refere que o resultado líquido foi "penalizado por efeitos não recorrentes de €169M em 2021, incluindo imparidades associadas ao portfolio de centrais térmicas no mercado Ibérico". 

Na conferência de apresentação dos resultados da empresa, esclareceu que no final do ano, a empresa reconheceu uma perda de valor nos ativos térmicos, ou seja, nas centrais de ciclo combinado, por entender que "estes ativos, no longo prazo, não têm tanto valor como tínhamos reconhecido".

Retirando esse impacto, o resultado líquido recorrente aumentou "suportado pelo desempenho positivo do negócio global de renováveis, a integração da Viesgo em Espanha e crescimento das operações de redes de eletricidade no Brasil". 

A empresa destaca ainda que "o desempenho da EDP em 2021 foi penalizado pela subida dos preços de energia nos mercados grossistas internacionais, e recursos hídricos abaixo da média na Península Ibérica". 

O EBITDA recorrente aumentou 7% para 3.735 milhões de euros, "incluindo impacto cambial negativo de 2%, devido essencialmente à desvalorização de 8% do Real Brasileiro face ao Euro", ficando também em linha com as metas definidas para o ano.

O EBITDA consolidado recuou 6% para 3.723 milhões de euros. A margem bruta encolheu 5% para 4.835 milhões de euros, enquanto os custos operacionais subiram 7% para 1.220 milhões de euros. 

A dívida líquida baixou 6% para 11,6 mil milhões de euros, naquele que é o montante mais baixo dos últimos 14 anos, "refletindo o aumento de capital de €1,5 MM realizado na EDPR, a emissão de €2 MM de obrigações híbridas verdes, e o aumento de investimento em renováveis e redes de eletricidade", explica a empresa. Ainda assim, ficou ligeiramente acima da meta, colocada entre os 11 e os 11,5 mil milhões. 

Por sua vez, o investimento bruto totalizou 3,9 mil milhões de euros, com as energias renováveis e redes de eletricidade a representarem 95% do valor. Em 2021, a EDP instalou 2,6 GW de capacidade eólica e solar, e as energias renováveis representaram 75% da produção total de eletricidade. 


O Conselho de Administração da empresa vai propôr a distribuição de um dividendo de 19 cêntimos por ação, em linha com o ano anterior, o que equivale a cerca de 750 milhões de euros, um valor acima dos lucros.
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