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Europa aposta forte no hidrogénio com Portugal na linha da frente

A União Europeia quer destacar-se na utilização de hidrogénio como fonte de energia limpa, e Portugal está a posicionar-se na linha da frente para fazer parte destes planos.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 08 de Julho de 2020 às 12:50
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O hidrogénio verde está a ganhar fôlego no panorama europeu: a Comissão Europeia acaba de anunciar uma nova estratégia, que define metas mais ambiciosas para esta energia e, paralelamente, cria uma aliança que vai liderar a implementação.

O secretário de Estado da Energia português, João Galamba, vai fazer parte do lançamento da Aliança Europeia de Hidrogénio Verde (European Clean Hydrogen aliance, em inglês), juntamente com ministros de outros três estados membros: Alemanha, República Checa e França. Dentro do anel desta aliança está também Marc Rechter, CEO do Resilient Group, que tem olhado para Portugal como uma localização favorável para avançar com novos projetos neste setor, nomeadamente, no que toca Sines.

"Portugal tem uma posição de destaque", reconhece Marc Rechter, em declarações ao Negócios, tendo em conta o posicionamento favorável que tem vindo a trabalhar nos últimos nove meses, e à qual pode ser dado seguimento no âmbito desta aliança.

A Aliança Europeia de Hidrogénio Verde vai delinear e implementar a estratégia no que toca ao hidrogénio, contando com representantes de vários setores, desde os estados até à indústria, passando pela sociedade civil.

Segundo foi comunicado esta manhã pela Comissão Europeia, esta entidade vai apoiar a instalação de 6 gigawatts de eletrolisadores, um equipamento necessário à produção de hidrogénio renovável, tal como a produção de até um milhão de toneladas desta energia – isto, desde o presente ano até 2024. Num horizonte mais lato, até 2030, o objetivo no que toca aos eletrolisadores passa a 40 gigawatts e, no que respeita à produção, a fasquia é posta nos 10 milhões de toneladas. Desta forma, em 2050 é esperado que estas tecnologias tenham atingido a maturidade e que possam ser implementadas em larga escala.

Na apresentação, a comissária europeia da Energia, Kadri Simson, realçou que será importante a participação dos parceiros a sul e a este da Europa, onde o hidrogénio poderá permitir um crescimento mais sustentável.

Simson avançou ainda que os planos no que toca à infraestrutura disponível na Europa deverão ser revistos ainda este ano.

A justificar esta aposta está a estatística de que 75% das emissões com efeito de estufa na União Europeia resultam dos processos energéticos. De acordo com a comissária, nos casos em que a eletrificação não se afigura como uma hipótese – por bloqueios técnicos ou de eficiência de custo – são necessários gases limpos, como é o caso do hidrogénio.

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