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Junho foi o mês em que a gasolina mais subiu em três anos. E vem aí novo aumento

O preço da gasolina deve registar uma nova subida a partir da próxima semana, enquanto o gasóleo poderá manter-se estável. Junho foi um dos meses em que o valor dos combustíveis mais subiu nos últimos anos em Portugal.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 02 de Julho de 2021 às 12:24
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Em junho, os preços dos combustíveis conheceram um dos maiores aumentos registados nos últimos anos em Portugal, com destaque para a gasolina. E está previsto um novo aumento deste ativo a partir de segunda-feira, 5 de julho. 

No mês passado, um litro de gasolina e de gasóleo ficou 5 cêntimos mais caro nos postos de combustível portugueses, segundo os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG). Representa a maior subida mensal do preço da gasolina desde maio de 2018, isto é, em mais de três anos, enquanto no caso do gasóleo foi o maior aumento desde janeiro de 2019.

Os preços de ambos os combustíveis estão a conhecer uma escalada em 2021, depois de no ano passado terem caído a pique devido às restrições impostas para conter o avanço da pandemia. Atestar um carro a gasolina sai 24 cêntimos mais caro, a cada litro, aos portugueses. No gasóleo, a diferença é de 18 cêntimos, face a dezembro de 2020.

Já na próxima semana, o preço da gasolina deverá voltar a subir 1 cêntimo por litro para os 1,663 euros, de acordo com os cálculos do Negócios. No caso do gasóleo, o preço deverá manter-se inalterado nos 1,447 euros. 





Estas subidas coincidem com a valorização do barril do petróleo, que está a vincar os máximos de 2018, num dia em que aguarda a decisão final da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+), que esta sexta-feira deverá anunciar uma decisão final para o seu plano de aumentar a produção. 

Tudo aponta para que a OPEP+ se decida por prosseguir com o movimento de abertura progressiva das suas torneiras, o que deverá conter o avanço dos preços, depois de colocarem no mercado mais 2,1 milhões de barris por dia nos primeiros sete meses do ano.

61% da fatura são impostos

Entre janeiro e abril deste ano, o Estado português terá arrecadado 942,3 milhões de euros com os dois maiores impostos indiretos que cobra sobre os combustíveis rodoviários, o que equivale a 61,62% de todo o dinheiro que os portugueses gastaram a abastecer os veículos, no mesmo período. O montante diz apenas respeito ao ISP - Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e ao IVA - Imposto sobre o Valor Acrescentado. 

De acordo com os dados disponibilizados pela ENSE - Entidade Nacional para o Setor Energético, nos primeiros quatro meses deste ano os portugueses terão consumido um total de 1,1 mil milhões de litros de gasóleos (simples e aditivado) e gasolinas (95 simples, 95 aditivada, 98 simples e 98 aditivada), pelos quais terão pago mais de 1,5 mil milhões de euros. Deste total, 942,3 milhões são, então, em impostos.

Os cálculos têm por base a evolução destes dois derivados do petróleo (gasóleo e gasolina) e do euro. Mas o custo dos combustíveis na bomba dependerá sempre de cada posto de abastecimento, da marca e da zona onde se encontra.

Os novos preços têm em conta as variações calculadas pelo Negócios face ao preço médio praticado em Portugal esta semana e anunciado pela Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG). 

Os cálculos do Negócios têm por base contratos diferentes dos seguidos pelas petrolíferas (ainda que a evolução costume ser semelhante), sendo que os dados disponíveis para o Negócios só estão disponíveis até quinta-feira (faltando um dia de negociação).
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