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União Europeia dá luz verde à compra da espanhola Viesgo pela EDP

A União Europeia deu hoje o seu aval à aquisição da elétrica espanhola Viesgo, por parte da EDP. O negócio será concretizado por 2 mil milhões de euros.

Ricardo Almeida
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 29 de Outubro de 2020 às 11:08
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A Comissão Europeia aprovou nesta quinta-feira a compra da elétrica espanhola Viesgo pela EDP - Energias de Portugal, numa operação que rondará os 2 mil milhões de euros e para a qual a empresa agora liderada por Miguel Stilwell d'Andrade realizou um aumento de capital.

O anúncio foi feito hoje no site da Comissão Europeia, que concluiu que "a aquisição proposta não levanta problemas de concorrência, dado o seu impacto limitado nos mercados em causa [em Portugal e Espanha]. A transação foi examinada de acordo com o procedimento normal de revisão de fusões".

A proposta da EDP pela Viesgo foi conhecida em julho deste ano, quando anunciou à CMVM um a necessidade de recorrer a um aumento de capital para cobrir os custos desta operação. No final, os acionistas responderam de forma ativa ao aumento de capital, que foi "totalmente subscrito", com a procura a representar cerca de 256% do montante da oferta.

Este foi o primeiro aumento de capital realizado pela EDP desde 2004, quando comprou a espanhola Hidrocantábrico. Este negócio inclui um investimento líquido de 900 milhões de euros na compra direta da Viesgo e agrega ainda a dívida de 1,1 mil milhões de euros.

Agora, a empresa portuguesa - que lidera o PSI-20 em termos de capitalização de mercado - vê 
a sua subsidiária para distribuição de eletricidade em Espanha (E-Redes) juntar-se a duas subsidiárias de distribuição de eletricidade da Viesgo, a Viesgo Distribution e a Begasa, para passarem a ser geridas, maioritariamente, pela EDP. 

A EDP Renováveis passa a ser dona da totalidade do negócio de energias verdes da Viesgo, arrecadando 24 parques eólicos e duas centrais mini-hídricas localizadas em Espanha e Portugal, com capacidade instalada líquida total acima de 500 MW, em troca de 565 milhões de euros.

Por fim, a EDP fica ainda com duas centrais de geração térmica da Viesgo no sul de Espanha, "que potencialmente irão incorporar direito aos pontos de ligação à rede", assim que outras centrais sejam desativadas em 2021, prevê a elétrica. 

(Notícia em atualização)
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