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Avaliação bancária continua a acelerar em junho, com metro quadrado já nos 1.215 euros

O valor mediano da avaliação bancária subiu 3 euros em junho, elevando o valor do metro quadrado para 1.215 euros.

Os preços das casas voltaram a aumentar    no arranque deste ano, numa altura em que o Banco de Portugal alerta para uma “sobrevalorização” no setor.
Alexandre Azevedo
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 28 de Julho de 2021 às 11:31
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A avaliação bancária continuou a subir no mês de junho. Face ao mês anterior, o valor mediano desta avaliação, realizada no âmbito dos pedidos de crédito para a compra de casa, aumentou três euros, uma subida de 0,2%. Desta forma, o valor do metro quadrado eleva-se para 1.215 euros.

Segundo os dados revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o maior aumento face ao mês de maio foi sentido no Algarve (1%). Em sentido contrário, o Alentejo registou a descida mais acentuada (-1%), também face a maio. Já na comparação homóloga, é na Área Metropolitana de Lisboa que se verifica a variação "mais intensa", diz o INE, de 7,7%.

O valor da avaliação bancária está a crescer desde outubro de 2020, depois de estabilizar nos meses de junho a setembro de 2020. Os apartamentos continuam a registar avaliações bancárias mais elevadas do que as moradias: em junho, o valor mediano da avaliação bancária de apartamentos foi de 1.339 euros/metro quadrado. Comparando com junho de 2020, a avaliação bancária dos apartamentos aumentou 9,8%.

O valor mais elevado de metro quadrado foi observado na Área Metropolitana de Lisboa, fixado nos 1.599 euros/m2. É no Alentejo que é possível encontrar o valor por metro quadrado mais barato no caso dos apartamentos (850 euros por metro quadrado).

A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (10,5%) e a Região Autónoma dos Açores a descida mais acentuada (-4,8%).

Comparando com o mês anterior, o valor de avaliação bancária dos apartamentos subiu 1%, tendo o Algarve apresentado a maior subida (2,4%) e a Região Autónoma dos Açores a diminuição mais intensa (-3,7%). Os preços do metro quadrado continuam mais elevados nos apartamentos de tipologia T2 (1.353 euros por metro quadrado), contra os 1.200 euros por metro quadrado dos T3. Ainda assim, o INE nota que o valor mediano da avaliação para apartamentos T2 desceu 2 euros em junho e que, no caso dos T3, foi verificada uma subida de 12 euros. No conjunto, estas tipologias representaram 80,9% das avaliações de apartamentos realizadas em junho.

No caso das moradias, em junho o valor mediano da avaliação bancária foi de 1.001 euros/m2, uma subida de 3,8% face ao mês de maio. Os valores mais elevados foram registados no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa (1.611 euros por metro quadrado). É no Centro onde é possível encontrar as moradias com o metro quadrado mais acessível (825 euros/m2).

As moradias com tipologia T2, T3 e T4 foram responsáveis por 88,5% das avaliações no mês de junho.

Em junho, foram contabilizadas 30.056 avaliações bancárias em Portugal, um decréscimo de 631 avaliações face ao mesmo período de 2020. Em junho de 2020 foi registado, pelo terceiro mês consecutivo, uma redução significativa do número de avaliações, em consequência da pandemia de covid-19.

Avaliação bancária está 32% acima da mediana na AML
Por regiões, o INE nota que o valor mediano da avaliação bancária, em junho de 2021, estava significativamente acima da mediana do país na Área Metropolitana de Lisboa, no Algarve e no Alentejo Litoral, com valores de 32%, 30% e 4%, respetivamente.

Em sentido contrário, as regiões de Terras de Trás-os-Montes e Beiras e Serra da Estrela foram aquelas que apresentaram o valor mais baixo em relação à mediana do país (-43%).
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