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Empresário africano investe dois milhões para reabilitar Dolce Vita Ovar

A White Sand Capital vai renovar e mudar o nome do falido shopping de Ovar, pelo qual pagou sete milhões de euros. A empresa detida por Paul Friedlander diz que é “o início de um plano” nas áreas do retalho e lazer no país.

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António Larguesa alarguesa@negocios.pt 06 de Julho de 2020 às 14:19
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A White Sand Capital Portugal, sociedade ligada ao grupo internacional controlado pelo empresário suazi Paul Friedlander que comprou o falido Dolce Vita Ovar em março deste ano, dias antes da cerca sanitária naquele concelho, vai avançar com um plano de investimento de dois milhões de euros, a realizar durante os próximos 18 meses, com o objetivo de renovar um ativo que até ao final do ano vai também mudar de nome.

Numa nota enviada ao Negócios, a "holding" sediada nas Maurícias promete ainda continuar a investir em Portugal, ao sublinhar que esta aquisição e renovação "representam o início de um plano de investimentos da White Sand Capital Portugal nos setores do retalho e do lazer no país, sendo o Dolce Vita Ovar o primeiro de muitos outros centros que irão respirar uma nova vida".

Resultante de um investimento de 33 milhões de euros e inaugurado em abril de 2007, já depois de a falida espanhola Chamartín ter comprado o negócio imobiliário do grupo Amorim, este complexo comercial tinha como credor hipotecário o banco espanhol Abanca – herdeiro das operações do Novacaixagalicia –, que requereu a insolvência deste shopping, no início de 2018, reclamando créditos de quase 22 milhões de euros.

Os novos donos, que numa segunda investida, concretizada em dezembro, ofereceram sete milhões de euros pelo centro comercial, dizem que estão a negociar a entrada de novas marcas e querem integrar serviços de bem-estar e saúde. Antecipam que "a curto prazo, nas áreas exteriores, o grande terraço ao ar livre acolherá um ‘spot’ de alimentação e bebidas e serão criados três parques: infantil, fitness e animal", enquanto o destaque no interior vai para a renovação da praça da alimentação e para a criação de um "playground" para crianças.

No grupo dos últimos Dolce Vita a encontrar novos donos estava também o Central Park, localizado em Oeiras, que acabou por ser comprado pelo Fundimo, da Caixa Geral de Depósitos (CGD), por 2,675 milhões, mais 1,225 milhões do que o valor base que tinha sido estipulado.

Já o Dolce Vita Miraflores, que tinha sido arrematado em sede de insolvência por uma sociedade de capitais angolanos, que apresentou uma proposta de compra de 6,8 milhões de euros, está novamente à venda depois de a primeira operação de compra ter abortado porque o investidor não obteve financiamento do Eurobic.

(Notícia alterada a 14 de julho para corrigir que a White Sand Capital é atualmente controlada por Paul Friedlander. "O senhor Friedlander trabalhou de perto com Natie Kirsh durante vários anos, mas [este] não tem interesses económicos na White Sand Capital Portugal e não é o proprietário do Dolce Vita Ovar")

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