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Indústria "mais sexy da Europa" volta a mostrar a sua raça ao mundo

“Depois de um ano de pandemia e recolhimento, é tempo de esticar as pernas”, anuncia a associação dos industriais nacionais de calçado, que acaba de lançar uma ousada campanha de promoção internacional do sapato “made in” Portugal.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 06 de Janeiro de 2021 às 09:03
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Após uma brilhante década de crescimento, com as exportações a aumentarem mais de 50%, a indústria portuguesa de calçado começou a perder velocidade, tendo vendido ao exterior menos 5,7% em 2019, para 1,8 mil milhões de euros, depois de ter já recuado cerca de 3% no ano anterior.

 

No ano passado, bastante afetada pela crise pandémica, aquela que se apresenta ao mundo como "a indústria mais sexy da Europa" deverá ter perdido perto de um quarto do valor das exportações conseguido em 2019.

 

Entretanto, "depois de um ano de pandemia e recolhimento, é tempo de esticar as pernas, correr, dançar e dar um salto no ar para ganhar perspetiva. Um salto qualitativo nas nossas vidas e nas dos demais: vem aí uma nova era. Nunca mais seremos os mesmos, seremos forçosamente melhores", anuncia a associação patronal do setor (APICCAPS), que acaba de lança a campanha internacional de promoção Portuguese Shoes de 2021.

 

Para esta campanha, que contou com o financiamento do Programa Compete 2020, a APICCAPS convidou bailarinos e modelos portugueses a protagonizarem uma sessão fotográfica assinada por Frederico Martins. 

 

"Imagens que nos remetem para o silêncio de um recomeço. Os corpos vividos, expressivos, musculados, habituados ao esforço e ao limite, encolhem-se e espreguiçam-se, dobram-se e desdobram-se, abrindo-se à chegada da primavera. Como uma borboleta que sai do casulo à procura do sol", descreve a associação liderada por Luís Onofre, em comunicado.

 

"Come as you are, mostra a tua verdade, a pele e a desarmante nudez a preto e branco. Só a autenticidade pode ser futuro, um ponto de partida para fazer mais com uma energia renovada, para colorir a página em branco", pinta a APICCAPS.

 

Neste tempo incerto, a APICCAPS considera que "a indústria portuguesa de calçado continua a ser um valor seguro, uma referência de qualidade para o mundo", pois "conhece o valor das coisas bem feitas", contando "com cerca de 40 mil artesãos que todos os dias criam peças únicas e calçam Portugal e 163 países para onde exportamos, espalhados pelos cinco continentes".

 

A APICCAPS realça que o setor português do calçado "é hoje uma indústria moderna, fresca, palpitante, criativa, irresistível. A indústria mais sexy da Europa tem cada vez mais mundo e mais futuro, mesmo quando estes parecem adiados", observa.

E garante: "Em 2021 vamos dar um salto no ar, de pés juntos, em direção ao futuro. Para criar bases duradouras, com os pés bem assentes na terra, na areia, na relva, no mundo. Pés como raízes", remata.

 

O presidente da APICCAPS, Luis Onofre, admite que, "realisticamente, 2021 será ainda um ano muito exigente, com várias variáveis que não dominamos", sendo que "fazer previsões nesta altura seria sempre imprudente".

 

Mas o calçado português, afiança, "estando ciente das dificuldades, procurará valorizar os seus principais argumentos: criatividade, capacidade produtiva e resposta eficiente às solicitações do mercado".

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