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Ramada sem F dispara lucros com venda do negócio da armazenagem

O ganho com a alienação da Storax e das quatro subsidiárias estrangeiras ascendeu a 59 milhões de euros. A operação inflacionou os resultados semestrais da "nova" Ramada Investimentos e Indústria, que este ano substituiu a Novabase no PSI-20 e entrou no fabrico de arames de aço.

“Dividend yield”: 17,8%. O ganho obtido com a venda da Base permitiu à F. Ramada aumentar os lucros de 2017 em mais de quatro vezes, levando a estreante no PSI-20 a multiplicar por oito o valor do dividendo, que sobe de 28 cêntimos para 2,23 euros por acção. O 'dividend yield' aumenta para uns imbatíveis 17,8%, o que dá ao dividendo da F. Ramada o estatuto de melhor da bolsa portuguesa. A empresa vai entregar 57,2 milhões de euros aos accionistas.
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 26 de Julho de 2018 às 18:33
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A Ramada Investimentos e Indústria, a nova designação adoptada pela F. Ramada SGPS desde Junho de 2018, registou um resultado líquido consolidado de 64,7 milhões de euros no primeiro semestre, acima dos 2,5 milhões em igual período do ano passado.

 

Este disparo nos lucros deve-se à venda da totalidade do capital da Ramada Storax e das suas subsidiárias na França, Reino Unido, Bélgica e Espanha, que suportavam a rede internacional de distribuição. Os ganhos com esta operação, aprovada em Maio pela Autoridade da Concorrência e que significou o abandono da actividade de soluções de armazenagem, ascenderam a 59 milhões de euros.

 

Considerando apenas as operações continuadas, os resultados comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta quinta-feira, 26 de Julho, mostram que no primeiro semestre o resultado líquido fixou-se em 4,511 milhões de euros, ou seja, 1,5% abaixo do registado no período homólogo de 2017.

 

As receitas totais do grupo, que em Março ascendeu ao PSI-20, aumentaram 73,1%, para 67,774 milhões e euros, um crescimento explicado pelo impacto da consolidação da Socitrel apenas em 2018, sem o qual a subida seria de 14,1%. A aquisição desta empresa que fabrica e comercializa arames de aço foi realizada no final do ano passado e permitiu ao grupo "diversificar a actividade industrial, entrando numa nova área de negócio".

 

Os resultados divulgados pela empresa liderada por João Borges de Oliveira mostram ainda que os custos totais, excluindo amortizações, resultados financeiros e impostos sobre o rendimento, atingiram 58 milhões de euros (+87%). O EBITDA ascendeu a 9,772 milhões de euros, superior em 20,6% ao registado no primeiro semestre de 2017, com a margem EBITDA a baixar de 20,7% para 14,4%.

 

A Ramada Investimentos é apresentada como a sociedade-mãe de várias empresas que exploram dois segmentos de negócio distintos: o da Indústria, que inclui a actividade dos aços especiais e trefilaria (inclui as empresas Ramada Aços, Universal Afir e Planfuro Global); e o Imobiliário, vocacionado para a gestão de activos imobiliários.

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