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Unilever corta 1.500 postos de trabalho com "simplificação organizacional"

Dona de marcas como Dove ou Knorr diz que plano pensado para "simplificar" a organização vai sustentar busca pelo crescimento do grupo que emprega aproximadamente 150 mil pessoas em todo o mundo.

25 de Janeiro de 2022 às 16:04

A Unilever anunciou que vai cortar aproximadamente 1.500 postos de trabalho ao nível da gestão em todo o mundo no âmbito de um processo para "simplificar" a organização.

Em comunicado, publicado esta terça-feira, a dona de marcas como a Dove ou Knorr confirma assim a informação avançada na véspera pela agência Bloomberg que, citando fontes próximas do processo, dava conta de um plano para eliminar postos de gestão com vista a acelerar o processo de toma de decisões, na sequência da entrada recente no capital do ativista Nelson Peltz.

O novo modelo organizacional vai resultar numa redução em cerca de 15% nas funções de gestores seniores e de 5% entre os juniores, afetando o equivalente a 1.500 postos de trabalho a nível global, de um total estimado em 150 mil, explica a Unilever, dando conta de que não antecipa qualquer impacto nas equipas das fábricas decorrentes das mudanças.

"O nosso modelo organizacional tem vindo a ser desenvolvido ao longo do últomo ano e foi concebido para dar continuidade à evolução a que temos assistido em termos do desempenho do nosso negócio", diz o CEO da Unilever, indicando que a mudança para um sistema centrado em cinco categorias de negócio vai permitir ao grupo ser mais "ágil na resposta às tendências de consumo e dos diferentes canais, com uma clara responsabilidade pelo cumprimento". "O crescimento continua a ser a nossa principal prioridade e estas alterações vão sustentar a nossa busca por esse objetivo", reforçou Alan Jope, citado na mesma nota.

Ao abrigo do novo esquema, a Unilever vai abandonar a atual matriz estrutural e organizar.se em cinco grupos de negócios distintos: beleza e bem-estar, cuidados pessoais, cuidados para a casa, nutrição e gelados. Cada uma das unidadades vai ser totalmente responsável e responsabilizada pela sua estratégia, crescimento e, claro, pela conquista de lucros a nível global, indica a multinacional.

A nova configuração vai levar a mexidas nas equipas de liderança, com a Unilever a dar conta designadamente das nomeações dos presidentes de cada uma das novas unidades, as quais produzem efeitos a partir do próximo 1 de abril.

A reestruturação chega numa altura em que Alan Jope, que assumiu a liderança da multinacional há três anos, tem estado sob crescente pressão para desenhar um novo rumo para o grupo, cujo preço das ações perdeu terreno e ficou para trás das empresas rivais.

Na semana passada, a Unilever deixou cair a intenção de comprar parte do negócio da GlaxoSmithKline, em concreto a dos cuidados de beleza e de saúde, que inclui marcas como Sensodyne ou Voltaren, depois de a gigante farmacêutica ter rejeitado aberturas de capital e de os investidores terem declinado a oferta.

E, dias depois, veio a público a informação de que o Trian Fund Management, o ‘hedge fund’ ativista do investidor Nelson Peltz, adquiriu uma participação de relevo na Unilever, embora esteja ainda por esclarecer a dimensão exata, assim como as suas intenções.

Certo é que as ações da Unilever dispararam 7,3% esta segunda-feira na praça de Londres, o melhor desempenho em 18 meses, à boleia do otimismo de que a entrada do fundo no capital vai conduzir a mexidas significativas. Isto dado historial do fundo Trian, conhecido por abalar as estruturas de gigantes do consumo a que se liga, caso da PepsiCo, Danone ou Kraft Foods. 

O novo modelo organizacional vai resultar numa redução em cerca de 15% nas funções de gestores seniores e de 5% entre os juniores, afetando o equivalente a 1.500 postos de trabalho a nível global, de um total estimado em 150 mil, explica a Unilever, dando conta de que não antecipa qualquer impacto nas equipas das fábricas decorrentes das mudanças.

"O nosso modelo organizacional tem vindo a ser desenvolvido ao longo do últomo ano e foi concebido para dar continuidade à evolução a que temos assistido em termos do desempenho do nosso negócio", diz o CEO da Unilever, indicando que a mudança para um sistema centrado em cinco categorias de negócio vai permitir ao grupo ser mais "ágil na resposta às tendências de consumo e dos diferentes canais, com uma clara responsabilidade pelo cumprimento". "O crescimento continua a ser a nossa principal prioridade e estas alterações vão sustentar a nossa busca por esse objetivo", reforçou Alan Jope, citado na mesma nota.

Ao abrigo do novo esquema, a Unilever vai abandonar a atual matriz estrutural e organizar.se em cinco grupos de negócios distintos: beleza e bem-estar, cuidados pessoais, cuidados para a casa, nutrição e gelados. Cada uma das unidadades vai ser totalmente responsável e responsabilizada pela sua estratégia, crescimento e, claro, pela conquista de lucros a nível global, indica a multinacional.

A nova configuração vai levar a mexidas nas equipas de liderança, com a Unilever a dar conta designadamente das nomeações dos presidentes de cada uma das novas unidades, as quais produzem efeitos a partir do próximo 1 de abril.

A reestruturação chega numa altura em que Alan Jope, que assumiu a liderança da multinacional há três anos, tem estado sob crescente pressão para desenhar um novo rumo para o grupo, cujo preço das ações perdeu terreno e ficou para trás das empresas rivais.

Na semana passada, a Unilever deixou cair a intenção de comprar parte do negócio da GlaxoSmithKline, em concreto a dos cuidados de beleza e de saúde, que inclui marcas como Sensodyne ou Voltaren, depois de a gigante farmacêutica ter rejeitado aberturas de capital e de os investidores terem declinado a oferta.

E, dias depois, veio a público a informação de que o Trian Fund Management, o ‘hedge fund’ ativista do investidor Nelson Peltz, adquiriu uma participação de relevo na Unilever, embora esteja ainda por esclarecer a dimensão exata, assim como as suas intenções.

Certo é que as ações da Unilever dispararam 7,3% esta segunda-feira na praça de Londres, o melhor desempenho em 18 meses, à boleia do otimismo de que a entrada do fundo no capital vai conduzir a mexidas significativas. Isto dado historial do fundo Trian, conhecido por abalar as estruturas de gigantes do consumo a que se liga, caso da PepsiCo, Danone ou Kraft Foods. 

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