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Unilever planeia cortar milhares de empregos após entrada de novo investidor

Bloomberg adianta que o plano pode levar à eliminação de postos de trabalho a nível regional. A dona de marcas como a Dove ou Knorr emprega aproximadamente 150 mil pessoas em todo o mundo.

Unilever
Unilever Afolabi Sotunde/Reuters
24 de Janeiro de 2022 às 19:42

A Unilever prepara-se para cortar milhares de postos de gestão para acelerar o processo de tomada de decisões, depois da entrada no capital do ativista Nelson Peltz.

Segundo a Bloomberg, que cita fontes próximas do processo, estarão em causa alguns milhares de postos ao abrigo do plano que deverá eliminar uma série de posições a nível departamental e regional que o CEO, Alan Jope, considera que têm colocado um travão à inovação no seio do grupo.

A notícia chega numa altura em que Alan Jope, que assumiu a liderança da multinacional há três anos, tem estado sob crescente pressão para desenhar um novo rumo para o grupo, cujo preço das ações perdeu terreno e ficou para trás das empresas rivais.

Na semana passada, a Unilever deixou cair a intenção de comprar parte do negócio da GlaxoSmithKline, em concreto a dos cuidados de beleza e de saúde, que inclui marcas como Sensodyne ou Voltaren, depois de a gigante farmacêutica ter rejeitado aberturas de capital e de os investidores terem declinado a oferta.

O gestor de fundos Terry Smith descreveu a proposta, ainda segundo a Bloomberg, como "uma experiência quase mortal", depois de, poucos dias antes, ter instado a Unilever a focar-se mais em tratar dos seus próprios negócios em vez de tentar promover o caráter sustentável de marcas como a maionese Hellmann’s.

Nos últimos dias, veio a público a informação de que o Trian Fund Management, o ‘hedge fund’ ativista do investidor Nelson Peltz, adquiriu uma participação de relevo na Unilever. No entanto, a dimensão exata, assim como as suas intenções continuam por esclarecer. Certo é que as ações da Unilever dispararam 7,3% esta segunda-feira na praça de Londres, o melhor desempenho em 18 meses, à boleia do otimismo de que a entrada do fundo no capital vai conduzir a mudanças significativas.

Não obstante, as ações da Unilever estão a ser negociadas perto do mesmo patamar que estavam há cinco anos quando a Kraft Heinz fez uma tentativa falhada de comprar a empresa por 143 mil milhões de dólares, indica a Bloomberg.

O fundo Trian tem o historial de abalar gigantes do consumo, caso da PepsiCo, Danone ou Kraft Foods. Nelson Peltz saiu da administração da Procter & Gamble em agosto, ao fim de quase quatro anos que redundaram numa série de mudanças com vista à melhoria do desempenho da gigante de bens de consumo.

Na semana passada, o CEO da Unilever afirmou que o grupo pretende, por um lado, fazer aquisições na área da saúde e, por outro, livrar-se de unidades de negócio que apresentam um fraco desempenho. Segundo a Bloomberg, tal levou analistas a especularem, por exemplo, cenários como a venda de marcas de gelado, entre as quais figuram a Ben & Jerry’s ou a Magnun, e até mesmo a retirada total do ramo alimentar.

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