O Negócios pergunta. Maioria considera meta de 1.600 euros para o salário mínimo irrealista
O Negócios desafiou os leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre sobre a declaração do primeiro-ministro sobre o salário mínimo nacional. Eis as conclusões.
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O primeiro-ministro afirmou que o objetivo de chegar a um salário mínimo nacional de 1.600 euros é realista e será calendarizado "quando houver alicerces para isso". Cálculos feitos pelo Negócios mostram que atingir as novas metas para o salário mínimo e médio assumidas pelo primeiro-ministro levaria mais de dez anos.
"É mesmo realista, é mesmo realista, não tenha dúvidas nenhumas. Vamos calendarizá-lo, quando tivermos os alicerces para isso", disse Luís Montenegro que falava aos jornalistas em Baião, no distrito do Porto. Antes destas declarações, o primeiro-ministro já tinha afirmado que quer elevar o salário mínimo para os 1.500 euros e o médio para 2.000 ou 2.500 euros.
Este anúncio foi já criticado por outros partidos políticos e pelas centrais sindicais, nomeadamente a CGTP que, no domingo, considerou que a declaração do primeiro-ministro é "um ato desesperado" e "um insulto" aos 2,5 milhões de trabalhadores com menos de 1.000 euros (antes de impostos).
No canal de WhatsApp do Negócios, entre os 241 leitores que responderam ao inquérito, a larga maioria (173) não considera realista a meta referida por Luís Montenegro. Por outro lado, 53 são mais otimistas e consideram que o valor apontado pelo primeiro-ministro é realista.
O Negócios quer saber a opinião dos seus leitores sobre os assuntos mais relevantes da atualidade. Para isso, coloca regularmente questões aos subscritores do canal de WhatsApp.
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