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Dona do Facebook compra empresa chinesa Manus

Valor do negócio não foi confirmado, mas está a ser avaliado em mais de dois mil milhões de dólares. Este é o mais recente passo da Meta na tentativa de ganhar uma posição de relevo no segmento da inteligência artificial.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta
Mark Zuckerberg, CEO da Meta Andrej Sokolow / picture-alliance / dpa / Associated Press
30 de Dezembro de 2025 às 08:12

A Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, comprou a startup chinesa de inteligência artificial Manus. O negócio acaba por ter uma componente inesperada, considerando que a Manus era vista como uma das grandes promessas na área da IA na China e acaba agora nas mãos de uma tecnológica norte-americana.

O valor do negócio não foi revelado, mas fontes contactadas pela colocam a venda acima dos dois mil milhões de dólares, cerca de 1,69 mil milhões de euros ao câmbio atual. A empresa tinha fechado uma ronda de financiamento de 75 milhões de dólares este ano, o que lhe deu uma avaliação de 500 milhões de dólares – o que sinaliza que a Meta quis assegurar o negócio numa altura em que a corrida pelo domínio da IA intensifica-se. A Manus estaria no mercado à procura de uma nova ronda de financiamento.

A Manus destacou-se em 2025 por ter sido uma das primeiras empresas a disponibilizar um agente de inteligência artificial, isto é, um sistema capaz de executar tarefas de forma autónoma mediante um simples comando dado pelo utilizador.

A Manus está a servir as necessidades diárias de milhões de utilizadores e empresas em todo o mundo Comunicado da Meta

A startup chinesa tinha também firmado uma parceria com o gigante do comércio eletrónico Alibaba no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.

"Juntarmo-nos à Meta permite-nos construir sobre uma base mais forte e sustentável sem alterar o funcionamento da Manus ou a forma como as decisões são tomadas", sublinha Xiao Hong, presidente executivo (CEO) da Manus em comunicado.

"A Manus está a servir as necessidades diárias de milhões de utilizadores e empresas em todo o mundo. O seu primeiro agente de IA generalista já criou mais de 80 milhões de computadores virtuais. Planeamos escalar este serviço para muitas mais empresas", sublinhou por seu lado a Meta em .

Para afastar possíveis bloqueios ao negócio por a Manus ser uma empresa de origem chinesa, um porta-voz da Meta já afirmou que "após o negócio, não existirão quaisquer interesses de propriedade chineses na Manus e a empresa vai descontinuar os seus serviços e operações na China", adianta o .

Este é o mais recente investimento de peso da Meta no segmento da inteligência artificial. A tecnológica já tinha protagonizado uma das grandes movimentações de mercado em 2025, com os 14 mil milhões de dólares investidos na Scale AI. A Meta destacou-se ainda pela construção de uma equipa de "luxo" de investigadores e executivos de IA, tendo recrutado diretamente a empresas rivais, como a OpenAI e a Apple.

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