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Glooma levou a peito drama de familiar e ganha Forward

Solução que permite fazer o autoexame da mama, através de um dispositivo de rastreio que deteta o cancro da mama precocemente, ganhou a primeira edição do programa de pré-aceleração do centro de inovação tecnológica da Universidade Católica.

Francisco Nogueira e Frederico Stock, dois dos fundadores da Glooma.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 21 de Maio de 2021 às 11:03
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Quando uma familiar de Francisco Nogueira foi diagnosticada com cancro da mama tardiamente, depois de ter detetado um nódulo e não ter atuado imediatamente, o engenheiro biomédico começou a trabalhar num dispositivo que ajudasse a prevenir tão dramática doença.

 

Há cerca de um ano, começou a fazer alguns testes com a tecnologia e a desenvolver a ideia, lado a lado com o consumidor final - as mulheres, e com médicos.

 

E qual é a tecnologia? Trata-se da Glooma, uma solução quer permite fazer o autoexame da mama, através de um dispositivo de rastreio que deteta o cancro da mama precocemente.

 

A Glooma é composta por uma luva conectada a uma aplicação móvel, que através de tecnologia analisa a diferença entre as pressões do tecido mamário "saudável" e as irregularidades que surjam no tecido, "contribuindo para uma deteção atempada e evitar tratamentos agressivos ou cirurgias mutilantes no futuro".

 

Já este ano, com uma equipa que integra Frederico Stock, optometrista e "alumni" da Católica-Lisbon, e Margarida Paixão, "software developer" e também "alumni" da Católica-Lisbon, a start-up Glooma deu os primeiros passos com o programa de pré-aceleração da Católica-Lisbon, para a produção do equipamento que vai facilitar o processo de auto-apalpação das mulheres.

 

Ora, o Glooma acaba de ganhar a primeira edição do Forward, o programa de pré-aceleração do CTIE - Center for Technological Innovation & Entrepreneurship da Católica-Lisbon School of Business and Economics para alunos e ex-alunos universitários, que teve início em fevereiro e culminou numa sessão de "pitch" que distinguiu a equipa vencedora, com um prémio de mil euros e acesso a um programa de aceleração.

 

"O dispositivo vai permitir detetar quaisquer anomalias que surjam na textura do tecido mamário e controlar outras (por exemplo, quistos) que já existam. Visa substituir a auto-palpação mamária que as mulheres deveriam realizar uma vez por mês" esclarece Francisco Nogueira, em comunicado da Católica-Lisbon.

 

"A aplicação móvel vai relembrar a mulher todos os meses para o autoexame e, caso o dispositivo detete alguma anomalia, a app vai emitir um alerta e recomendar à utilizadora uma ida ao médico, uma vez que o dispositivo não substitui quaisquer exames de diagnóstico (mamografia ou ecografia mamária), nem as consultas com o médico" sublinha o mesmo fundador da Glooma.

 

Segundo estar start-up, o dispositivo vai estar pronto para ser comercializado no segundo trimestre de 2023, depois da aprovação por parte do Infarmed.

 

Para já, a Glooma encontra-se em fase de ensaios clínicos e procura um investimento de 30 mil euros numa ronda "pré-seed".

Francisco Nogueira reconhece que "o Forward foi muito enriquecedor pela possibilidade de ter acesso a mentores com experiência sólida, bem como a conteúdo focado no Minimum Viable Product (MVP). Durante o programa testámos o produto, fizemos pesquisas de mercado, começámos os estudos clínicos, aperfeiçoámos o nosso ‘business model’ e estabelecemos algumas parcerias", conta.

 

Já Céline Abecassis-Moedas, fundadora e diretora académica do CTIE, refere que o Forward, em janeiro passado, contou com "mais de 24 equipas" a candidatarem-se à primeira edição do programa, tendo sido selecionados 10, "com soluções para diferentes problemas que todos nós sentimos no dia a dia, como forma de impulsionar respostas inovadoras e necessárias no mercado", realça.

 

No total foram 22 alunos e ex-alunos da Católica-Lisbon e de outras universidades que participaram no Forward. A saber: The Harvest Club, Hiteacher, Isiboard, Eventx, Rabbitz, Students2Students, Smile.ly, RE.para, Surf the Job, além da Glooma.

 

Ao longo dos quatro meses do programa, as equipas participaram em diversas sessões de trabalho e mentoria com "players" do setor empresarial, como a Startup Lisboa, BET e MangoUp, para desenvolver um MVP e trabalhar a preparação para a entrada num programa de aceleração com a Startup Lisboa, a Casa do Impacto ou da Demium, que irão ajudar no desenvolvimento das soluções num estágio mais avançado do negócio.

 

O segundo lugar do Forward foi atribuído à Rabbitz, uma solução que "permite otimizar os seus treinos de corrida com algoritmo próprio para evitar lesões".

 

Para além de um prémio de mil euros euros para a equipa vencedora, as equipas dos primeiros lugares vão ter acesso a mentoria com os membros do CTIE.

 

No painel de jurados estiveram presentes Céline Abecassis-Moedas, fundadora e diretora académica do CTIE, Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, Nuno Moreno, membership manager da Startup Lisboa e Leo Capelossi,  country head of talent da Demium Startups.

 

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