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Google e Apple cedem à pressão da Rússia e retiram aplicação de Navalny das lojas

A Rússia aumentou a pressão às tecnológicas dos Estados Unidos, deixando ameaças de multas e acusações sobre a Apple e a Google não terem removido a app do opositor Navalny das lojas. Esta sexta-feira, dia em que arrancam as eleições legislativas no país, a aplicação foi retirada das lojas.

Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 17 de Setembro de 2021 às 11:28
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Com as eleições legislativas na Rússia a arrancar esta sexta-feira, prolongando-se até domingo, Moscovo deixou críticas às empresas norte-americanas Apple e Google, apontando que estas empresas tiveram "uma interferência" nos assuntos internos do país, ao falhar na remoção da aplicação de conteúdos online ligados ao líder da oposição russa e crítico Alexei Navalny.

O facto de Alexei Navalny ter ainda uma aplicação para smartphone, que poderia ser traduzida com o nome de "Voto Inteligente", onde são deixadas algumas indicações sobre voto táctico, também mereceram a reprovação do regime russo. Seria através desta aplicação que os apoiantes de Navalny esperavam organizar uma campanha de voto táctico, numa tentativa de desferir um golpe ao regime russo.

Além das críticas à Apple e Google, Moscovo também mencionou o Facebook e também o Twitter.

Segundo a agência Interfax, a Rússia está a pensar aplicar multas às empresas "que estão a violar de forma sistemática os pedidos do Roskomnadzor", referindo-se ao regulador das comunicações do país.

Já esta sexta-feira, num novo desenvolvimento, tanto a Google como a Apple retiraram a aplicação de Navalny das respetivas lojas de aplicações, a Google Play e a App Store.

Nem a Apple nem a Google comentaram este novo desenvolvimento. A campanha de apoiantes de Navalny já criticou esta retirada das lojas, apontando a situação como mais uma tentativa de censura.
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