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Rivais da Google pedem a Bruxelas para agir através de novas regras para o digital

Numa carta conjunta enviada à Comissão Europeia, as empresas que rivalizam com a Google na área da pesquisa pedem a Bruxelas que use as novas regras para o digital para tomar medidas contra a gigante norte-americana.

Bloomberg
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 07 de Outubro de 2021 às 12:07
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Depois de a Comissão Europeia apresentar uma proposta para regras para o mundo digital, através do Digital Markets Act, alguns rivais da Google querem que Bruxelas utilize estas regras para tomar algumas medidas contra a gigante da internet. 


Através de uma carta conjunta enviada à Comissão, empresas como a DuckDuckGo, a Ecosia, a Qwant ou a Lilo pedem a Bruxelas que recorra ao conjunto de novas regras para tomar algumas medidas contra a dimensão da Google. Nesta carta, as empresas referem que ainda não estão a ser sentidos os efeitos de uma decisão contra a Google na área da Concorrência. 


Em 2018, a Comissão Europeia aplicou uma das coimas mais pesadas no âmbito da tecnologia à Google, com um montante de 4,24 mil milhões de euros. Na altura, Bruxelas considerou que a empresa norte-americana usou o domínio no sistema operativo Android para fazer com que os utilizadores usassem a pesquisa da Google. De acordo com números da StatCounter, o Android da Google detém hoje em dia uma quota de mercado de 72,45%. 


Depois dessa decisão, a Google fez uma alteração, passando a disponibilizar aos utilizadores uma opção para escolherem o motor de pesquisa quando configuram um novo smartphone. Cerca de três anos após a decisão, a tecnológica norte-americana tem planos para recorrer dessa decisão. 


Nesta missiva, estes rivais da Google referem que "apesar das mudanças recentes, não acreditam que possa fazer mexer a quota de mercado de forma significativa devido às limitações persistentes". 


Na ótica destas empresas, o facto de os utilizadores terem mais opções de escolha ao configurar um Android não resolve toda a questão, já que uma opção semelhante não está disponível no navegador Chrome - que também pertence à Google. 


"O Digital Markets Act deveria criar na lei um requisito para que um menu de preferências para um motor de pesquisa que efetivamente impeça a Google de adquirir pontos de acesso para ser o motor de pesquisa por defeito em sistemas operativos ou navegadores de "gatekeepers". 


Esta carta é assinada pelo motor de pesquisa DuckDuckGo, uma das alternativas mais conhecidas à pesquisa da Google, e também pelo alemão Ecosia. Este motor de pesquisa tem uma componente de sustentabilidade, já que as pesquisas que são feitas são convertidas em plantações de árvores. Segundo os dados da companhia, as pesquisas feitas por cerca de 15 milhões de utilizadores já se transformaram em 132 milhões de árvores plantadas até setembro deste ano. Também os motores de pesquisa franceses Qwant e Lilo assinam esta carta. 


O Digital Markets Act - que em português pode ser traduzido para ato dos mercados digitais - foi apresentado em dezembro do ano passado. O texto desta proposta determina que as grandes tecnológicas estarão proibidas de impedir que os utilizadores desinstalem software ou aplicações já instaladas nos produtos e que deixem de promover ou favorecer os seus produtos ou serviços próprios, nomeadamente através de um posicionamento que seja mais visível para os utilizadores.

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