Tecnologias IBM: Robôs vão roubar 120 milhões de empregos nos próximos três anos

IBM: Robôs vão roubar 120 milhões de empregos nos próximos três anos

Um estudo da empresa norte-americana mostrou que a inteligência artificial vai ameaçar cerca de 120 milhões de empregos. EUA, China, Japão, Brasil e França são os que vão sofrer mais cortes.
IBM: Robôs vão roubar 120 milhões de empregos nos próximos três anos
Gonçalo Almeida 06 de setembro de 2019 às 12:57

Segundo a IBM, só a China irá cortar mais de 50 milhões de postos de trabalho, seguida dos EUA, que verá cerca de 11 milhões de pessoas perderem o seu emprego. No topo da lista surge também o Brasil, que nos próximos três anos poderá ter menos 7 milhões de pessoas empregadas.

A perda de emprego é a principal preocupação causada pela evolução da inteligência artificial. Por isso, a simbiose entre máquinas e humanos será necessária para travar o potencial número de empregos perdidos. Em 2019, o tempo médio de treino necessário para que trabalhadores se adaptem aos robôs é de 36 dias. Em 2014, bastavam três dias, de acordo com o estudo.

No entanto, nem tudo são más notícias. Espera-se que, apesar do corte avolumado de empregos, a inteligência artificial ajude a criar outros novos. O desafio estará em transferir os trabalhadores de um posto, para o outro, segundo a IBM.

Este tipo de estudo tem vindo a ser recorrente nos últimos anos. A McKinsey & Co, por exemplo, tinha previsto um corte de 300 milhões de postos de trabalho até 2030. Segundo a empresa os trabalhadores do setor de fast-food, funcionários administrativos e operadores de máquinas serão os mais afetados. 

Em Portugal, segundo um estudo da Confederação Empresarial (CIP), a automação pode levar a uma perda de 1,1 milhões de empregos até 2030, principalmente na indústria e no comércio. 

O escritor Daniel Pink, no seu livro "A Whole New Mind: Why Right-Brainers Will Rule The Future", defende que essa simbiose entre Homem e máquina será feita e abrirá espaço para um "tipo de pessoas diferentes, mais criativas".

"Médicos, contabilistas, engenheiros. Isto foi o que os nossos pais nos encorajaram a ser. Mas estavam errados. O tempo do domínio do lado esquerdo do cérebro já foi. O futuro pertence a um tipo de pessoa diferente, com um tipo diferente de mente: designers, inventores, professores e contadores de histórias – pensadores criativos", escreveu o autor.

A linha neurológica divide o cérebro em dois hemisférios. A parte direita, ao contrário da esquerda mais analítica, reconhece padrões e interpreta emoções e expressões não-verbais. E, segundo Pink, o futuro pertence a quem a desenvolver. 




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