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Segmento cloud alimenta trimestre da Microsoft. Lucros disparam 47% para 16,5 mil milhões

A Microsoft viu os lucros crescer 47% no trimestre terminado em junho, registando lucros de 16,5 mil milhões de dólares. Apesar do recuo nas vendas de PC, o segmento de serviços cloud continuou a expandir-se, compensando o decréscimo na área de computadores, que sofreu o impacto da escassez de "chips".

Satya Nadella é desde 2014 CEO da Microsoft, passando, este ano, a acumular com o cargo de “chairman”.
Fabrizio Bensch/Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 28 de Julho de 2021 às 08:56
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A tecnológica de Redmond apresentou resultados trimestrais que bateram as expectativas dos analistas. Naquele que é o quarto trimestre do seu ano fiscal, terminado a 30 de junho, a Microsoft reportou lucros de 16,5 mil milhões de dólares (13,97 mil milhões de euros), 47% acima do lucro de há um ano.

As receitas totais da dona do Windows subiram 21%, para 46,2 mil milhões de dólares (39,12 mil milhões de euros), superando em 2 mil milhões de dólares as expectativas dos analistas.

"Os nossos resultados mostram que quando executamos bem e vamos ao encontro das necessidades dos clientes de forma diferenciada em mercados grandes ou em desenvolvimento, geramos crescimento, como vimos na nossa cloud comercial - e em novas franquias que criámos, incluindo o gaming, segurança ou o LinkedIn, em todas ultrapassámos os 10 mil milhões de dólares de receitas anuais nos últimos três anos", comenta o CEO da Microsoft, Satya Nadella.

Tal como tem acontecido em trimestres anteriores, a área cloud alimentou os resultados no trimestre. Afinal, a procura por estes serviços cresceu exponencialmente devido à pandemia. Na área de "Intelligent Cloud", as receitas subiram 30%, para 17,4 mil milhões de dólares.

As receitas da área de computadores pessoais, onde estão incluídos o software Windows e também a área de consolas Xbox, cresceu 9% para 14,1 mil milhões de dólares. Ainda assim, olhando para área de conteúdos e serviços Xbox, aqui as receitas caíram 4%.

Também o segmento de negócio Surface, a área de computadores e tablets desenvolvidos pela Microsoft, caiu 20%. Amy Hood, CFO da Microsoft, indicou na call com analistas que esta área "foi impactada pelos significativos constrangimentos" da crise dos semicondutores A falta de chips também terá contribuído para a queda na área de serviços e conteúdos da Xbox, já que com menos hardware vendido os serviços registam menor utilização.
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