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Microsoft supera expectativas e está quase no clube da Apple em valor de mercado

A tecnológica liderada por Satya Nadella reportou esta noite os resultados do seu terceiro trimestre fiscal. As receitas e os lucros superaram as projeções, mas as ações seguem a recuar após três sessões a fecharem em recordes. Ainda assim, a Microsoft prepara-se para fechar o sexto mês consecutivo de ganhos e já ronda o clube '2-trillion dollar baby".

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Abril de 2021 às 00:50

No seu terceiro trimestre fiscal, terminado a 31 de março, a Microsoft registou um resultado líquido de 15,457 mil milhões de dólares (2,03 dólares de lucro por ação), um aumento de 44% face aos 10,7 mil milhões reportados um ano antes. Isto com a aplicação das normas contabilísticas – a chamada GAAP.

 

Sem a GAAP, os lucros ascenderam a 14,83 mil milhões de dólares, sendo 38% superiores ao período de janeiro a março do ano passado. O lucro diluído por ação, "non-GAAP", foi de 1,95 dólares – acima da estimativa média de 1,78 dólares apontada pelos analistas inquiritos pela Bloomberg.

 

As receitas, por seu turno, aumentaram 19%, para 41,7 milhões de dólares, quando a projeção média do consenso de mercado era de 41,03 mil milhões.

 

A tecnológica norte-americana, liderada por Satya Nadella desde 2014, tem procurado manter um fluxo constante de negócios na "cloud", tentando centrar a estratégia da empresa nos serviços web e estreitar o fosso em relação à líder de mercado, a Amazon.

 

O crescimento da Microsoft continuou a ser impulsionado sobretudo pelo aumento da procura e pelo elevado desempenho do seu segmento da "cloud" (armazenamento de dados na nuvem, através da Azure – cuja facturação aumentou 50%), no qual a empresa tem vindo a apostar.

 

"Já com um ano de pandemia, as curvas de adoção do digital não estão a abrandar. Estão a acelerar. E isto é só o início", declarou Nadella no comunicado das contas.

 

"Estamos a criar a nuvem para a próxima década, a expandir o nosso mercado alcançável e a inovar em todos os aspetos tecnológicos de modo a ajudar os nossos clientes a serem resilientes e a transformarem", acrescentou.

 

Por sua vez, Amy Hood, vice-presidente executiva e diretora financeira da Microsoft, sublinhou que "a Microsoft Cloud, com as suas soluções de ponta-a-ponta, continua a oferecer valor irrefutável aos seus clientes, tendo gerado 17,7 mil milhões de dólares de receitas comerciais na nuvem, mais 33% face ao mesmo período do ano passado".

 

Apesar dos resultados acima do esperado, as ações da Microsoft, na negociação fora de horas da bolsa nova-iorquina, seguem a recuar 2,53% para 255,35 dólares.

 

No fecho regular das sessão de terça-feira, as ações encerraram a subir 0,16% para 261,97 dólares, naquele que foi o terceiro fecho consecutivo em valores recorde, pelo que o movimento negativo que agora se regista será uma correção.

 

Os títulos chegaram a estar a cair mais de 3%, mas recuperaram parte dessas perdas depois de a empresa apresentar as perspetivas para o trimestre em curso.

 

Amy Hood estimou receitas entre 43,6 e 44,5 mil milhões de dólares neste seu quarto trimestre fiscal, quando os analistas inquiridos pela FactSet apontavam para 42,98 mil milhões.

Sexto mês de ganhos e quase uma "2-trillion dollar baby"

 

A Microsoft está a caminho do seu sexto mês consecutivo de ganhos. A confirmar-se, será a mais longa série mensal de subidas desde o saldo positivo de oito meses seguidos no período terminado em janeiro de 2020.

A tecnológica sediada em Redmond (Washington) encerrou esta terça-feira com uma capitalização bolsista de 1,98 biliões de dólares. Os investidores têm estado na expectativa de a ver chegar aos 2 biliões de valor de mercado.

Neste momento, entre as cotadas norte-americanas, só uma chegou ao clube '2-trillion dollar baby": a Apple. Fora dos EUA, só mais uma empresa conseguiu esse feito, a estatal saudita do petróleo Saudi Aramco.

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