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"Temos de provar que o Governo consegue estar à frente", diz secretário da Digitalização

Bernardo Correia admite que há demasiada burocracia, mas que o Governo está a tratar de simplificar os processos, mesmo que isso demore algum tempo. Executivo tem de dar o exemplo, tentando posicionar-se à frente dos privados na inovação.

Bernardo Correia defende que os portugueses deveriam ser mais entusiastas do próprio sucesso.
Bernardo Correia defende que os portugueses deveriam ser mais entusiastas do próprio sucesso. Mariline Alves
29 de Janeiro de 2026 às 21:14

O secretário de Estado da Digitalização assumiu o cargo há pouco mais de sete meses, mas é um dos maiores defensores dos avanços tecnológicos e da utilização da mesma, ou não tivesse Bernado Correia vindo da Google. Em 10 anos fora, o governante diz que a população portuguesa tem razões para estar otimista pelas criações que surgem no país, mas que os avanços não podem estar apenas do lado privado e que o Governo tem de desbloquear capacidades. 

Regressando à semana de Davos, Bernardo Correia diz, no evento da ULisboa, que "devíamos ser mais entusiastas do nosso sucesso", seguindo o exemplo dos americanos, mas que o papel dos governos está em "apoiar e criar as condições certas" para que tal aconteça. "Em Portugal sofremos do caso da burocracia. Fomos adicionando demasiada 'red tape'. A nossa obrigação é reduzir e libertar criatividade e espírito de inovação", afirma. 

Por isso, justifica, é que o Executivo está a adotar a estratégia de simplificar e digitalizar, tornando algumas burocracias mais fáceis. "Enquanto Governo, criámos uma bússola com a Estratégia Digital Nacional para os próximos anos. Este é um plano simples: digitalizar a 100% os serviços do Governo", pedindo ajuda a algumas empresas.

Ainda assim, e admitindo que o Executivo não está sozinho nesta caminhada da digitalização, Bernardo Correia admitiu que o Governo tem de ser um exemplo. "Precisamos que o Governo dê o exemplo. Claro que muitas inovações chegam do setor privado, mas precisamos de reverter essa situação. Precisamos que o Governo prove que consegue fazer mais com os dados e recursos que tem, de forma a prestar o melhor serviço para todos", considera.

O objetivo é, segundo o próprio, atingir serviços públicos de "classe mundial" através da digitalização. Por isso mesmo usou o mais recente anúncio da chegada da Carteira Digital da Empresa, que já soma "quase três mil adesões em quatro dias". "Superou em muito as expectativas, mas queremos ir além e permitir outras funcionalidades. Queremos que as empresas tenham acesso à concursos, à contratação pública e a tantos outros serviços", explica. 

Para Bernardo Correia, a regulação também se pode posicionar como um entrave à inovação. "Como fazemos um ecossistema com regras que permita que as startups tragam a inovação? Atualmente há demasiadas barreiras", assente, indicando que é preciso tornar as burocracias mais simples, para que mais ideias consigam florescer em Portugal, e também à escala europeia.

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