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Altice quer mudanças no lançamento do 5G por causa da pandemia

O CEO da Altice Portugal deixou esta sexta-feira fortes críticas ao regulador das telecomunicações por manter inalterado o caderno de encargos da nova rede de geração móvel. "O único responsável que pelos vistos acha que o mundo não mudou é o presidente da Anacom".

Vítor Mota
André Veríssimo averissimo@negocios.pt 10 de Julho de 2020 às 19:07
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Alexandre Fonseca defendeu esta sexta-feira mudanças no calendário de investimento previsto pelo regulador no caderno de encargos para o leilão do 5G, por causa da pandemia. O lançamento do serviço já só deverá acontecer no primeiro trimestre de 2021.

O CEO da Altice Portugal deixou várias críticas ao regulador, à margem do lançamento do Meo Energia, o novo serviço de comercialização de eletricidade. Alexandre Fonseca começou por questionar a legitimidade da retoma da consulta pública pela Anacom, havendo um decreto-lei que suspendeu o processo e está ainda em vigor. Mas mostrou sobretudo preocupação por a mesma ter sido relançada nos mesmos moldes em que arrancou antes da pandemia.

"Este processo de consulta que foi retomado é exatamente o mesmo que tinha sido lançado antes da pandemia. Todos os líderes políticos, líderes económicos a nível mundial dizem que o mundo mudou. O único responsável que pelos vistos acha que o mundo não mudou é o presidente da Anacom, porque diz que a consulta lançada antes da pandemia e depois da pandemia são exatamente a mesma e não mudou rigorosamente nada", afirmou o CEO da dona da Meo.

Para Alexandre Fonseca este deixou de ser um tema prioritário, porque há outros investimentos mais relevantes no atual contexto, como a saúde, a edução e a intervenção social. Argumentou ainda que a capacidade demonstrada pelas redes para suportar aumentos de consumo que chegaram aos 30% na rede móvel e 60% na rede fixa mostram que estas "são mais do que suficientes para aquilo que é o plano de transição digital defendido pelo Governo".

A prioridade deve ir para a diminuição das assimetrias entre litoral e interior, defendeu. "Invista-se em levar as infraestruturas críticas às pessoas em todo o país em detrimento de investimentos que eu hoje sou tentado a dizer que não têm a mesma prioridade que tinham há quatro meses atrás".

Ritmo de investimento mais dilatado

O CEO da Altice Portugal defendeu por isso um ritmo de investimento mais dilatado. "Nós acreditamos que a atribuição de licenças não deve ser paga à cabeça mas à medida que avança a exploração comercial, ao longo de dois, três ou cinco anos".

A ANACOM anunciou na quinta-feira que o leilão para atribuição das licenças de 5G decorrerá entre outubro e dezembro, estando a atribuição dos direitos de utilização de frequências prevista para janeiro ou fevereiro de 2021. Alexandre Fonseca acredita que, apesar da pandemia, o serviço poderá ser lançado algures durante o primeiro trimestre.

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