Telecomunicações Altice com receitas de 17,4 mil milhões de euros em 2015

Altice com receitas de 17,4 mil milhões de euros em 2015

As receitas da Altice caíram 0,1% para 17,4 mil milhões de euros em 2015. Já o EBITDA cresceu 17,6% para 6,6 mil milhões, com a margem a aumentar para 44%, um crescimento impulsionado pelo desempenho em Portugal.
Altice com receitas de 17,4 mil milhões de euros em 2015
Bloomberg
Sara Ribeiro 15 de março de 2016 às 10:53

A Altice teve receitas de 17,4 mil milhões de euros em 2015, um valor que traduz uma queda de 0,1% face ao ano anterior, de acordo com o comunicado divulgado esta terça-feira pelo grupo francês.

 

Um valor que se deveu à queda em 0,4% das receitas das operações internacionais e de 3,5% no mercado francês para 11 mil milhões de euros.

 

Os proveitos da norte-americana Suddenlink, pelo contrário, aumentaram 24,2% para 2,1 mil milhões de euros. O processo da compra da Cablevision ainda está a aguardar "luz verde" dos reguladores dos EUA.

 

O EBITDA consolidado do grupo cresceu 17,6% para 6,6 mil milhões de euros. A margem EBITDA também aumentou 5,8 pontos percentuais para 38,1%.

 

Nas operações internacionais o EBITDA seguiu a mesma tendência, tendo aumentado 7,7% para 1,9 mil milhões de euros, enquanto no mercado francês, onde detém a SFR Numericable, o crescimento foi de 20% para 3,8 mil milhões de euros.

 

A margem EBITDA dos mercados internacionais também cresceu 3,3 pontos percentuais para 44%, impulsionada pelo aumento das margens da operação em Portugal que registou uma subida de 4,3 pontos percentuais para 41,2% - o maior aumento de todas as operações da Altice na Europa.

 

A PT Portugal, que foi comprada pela Altice em Junho de 2015, teve receitas consolidadas de 2,3 mil milhões de euros, uma queda de 7,5% face a 2014. No seguimento da aquisição da dona da Meo, no ano passado a Altice vendeu a Cabovisão e a Oni à APAX França. O valor não foi divulgado.

 

Segundo Dexter Goei, presidente executivo da Altice, os indicadores-chave de desempenho da empresa do último trimestre de 2015 "são os melhores desde a oferta pública inicial (IPO) com todas as principais operações a registarem melhorias em resultado do foco operacional, integração e investimentos".

 

"Temos reforçado a nossa equipa de gestão e durante 2016 e vamos continuar focados em melhorar ainda mais o desempenho operacional e financeiro, integrando as empresas adquiridas e prosseguindo as metas de eficiência que nos propusemos", acrescenta.




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