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Leilão do 5G gera interesse e atinge 61 milhões de euros

O segundo dia do leilão para a atribuição de frequências a novos “players” contou com mais seis rondas e aumentou os preços dos lotes para 61,2 milhões de euros.

Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 23 de Dezembro de 2020 às 19:11
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O leilão do 5G parece estar a gerar um forte interesse por parte de novos "players" no mercado português. Depois de, no primeiro dia de licitações, reservado precisamente para novos entrantes, os quatro lotes em concurso terem gerado seis rondas com um preço final de 49 milhões de euros, esta quarta-feira a tendência repetiu-se e elevou os valores em cima da mesa para 60 milhões de euros.

No total, no segundo dia, houve mais seis novas rondas pela atribuição de quatro lotes nas faixas dos 900 MHz e dos 1800 MHz. No caso da primeira categoria, (900 MHz) está um lote a concurso com um preço de reserva de 30 milhões de euros. Apesar de já ter havido 12 rondas pela atribuição deste lote, o valor base mantém-se.

Já no caso dos três lotes da faixa dos 1800 MHz, que tinham um preço de reserva de quatro milhões, o preço continua a subir. Depois de ontem ter fechado nos 6,4 milhões de euros, esta terça-feira subiu para 10,4 milhões - 31,2 milhões no total dos lotes.

Tendo em conta a informação pública sobre o leilão, divulgada no site da Anacom, não é possível perceber se a atribuição de algum dos lotes ficou concluída ou não. Caso não tenha ficado, as licitações só devem retomar 4 de janeiro, data em que a Anacom prevê publicar mais informações sobre o leilão. De acordo com o calendário da Anacom, estava previsto que entre os dias 24 e 31 de dezembro não houvesse qualquer ronda de licitação. 

O preço final do encaixe do Estado com estes leilões, que além do serviço móvel em 5G também pretende aumentar a cobertura das atuais redes 4G, vai depender de todos os lotes serem atribuídos ou não, bem como se são comprados pelo preço base. Mas as estimativas da Anacom apontam para receitas de pelo menos 237,9 milhões de euros. Um valor que, tendo em conta a competitividade que está a haver, poderá ser superior.

Só depois de concluída a primeira fase do leilão reservada para novos entrantes é que arranca a segunda etapa para os atuais operadores (Meo, Nos e Vodafone).

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