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Lucro semestral da Nos cai 61% para 35 milhões de euros

Os resultados financeiros da operadora liderada por Miguel Almeida foram impactados pela pandemia. No segmento de consumo o maior impacto foi sentido nas receitas de subscrição de canais premium de desporto.

A operadora liderada por Miguel Almeida vendeu as torres de telecomunicações à espanhola Cellnex.
Tiago Petinga/Lusa
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 22 de Julho de 2020 às 17:17
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A Nos fechou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 35 milhões de euros, o que representa uma queda de 61% face ao mesmo período do ano passado.

À semelhança do primeiro trimestre de 2020, a operadora liderada por Miguel Almeida justifica os resultados com o impacto da pandemia da covid-19,que teve  início no final de fevereiro, e  "intensificou-se no segundo trimestre do ano, devido  ao confinamento decretado pelas autoridades", explica a empresa em comunicado enviado à CMVM.

No primeiro semestre a Nos gerou  receitas totais de 666,6 milhões de euros, traduzindo-se num decréscimo de 7,6% face ao mesmo período de 2019. Só as receitas de telecomunicações decresceram 5% para 652,8 milhões de euros neste período, sendo que dentro do segmento consumo, a redução é explicada pela operadora sobretudo pelo declínio das receitas de canais premium desporto.

A área de cinema e audiovisuais também registou uma forte desaceleração a partir do inicio de março, com as receitas a caírem 44% para 30,7 milhões de euros.

No período em análise, o EBITDA recuou 6,3%, para 310,6 milhões de euros. No segmento de telecomunicações, o EBITDA verificou uma redução de 3,5% para 294,4 milhões de euros. Já a margem EBITDA consolidada aumentou 0,7 pontos percentuais, para 46,6%. A margem EBITDA do negócio de telecomunicações melhorou 0,7 pontos percentuais para 45,1%.

No mesmo comunicado, a operadora liderada por Miguel Almeida relembra ainda que a queda nos resultados explica-se pelos efeitos da pandemia covid-19 que levou ao "aumento de custos não recorrentes, nomeadamente o aumento de provisões para fazer face ao aumento de dívidas incobráveis, efetuada no primeiro trimestre, entre outros". Além disso, tal como no primeiro trimestre, "o contributo das empresas associadas deteriorou-se de forma significativa face ao período homólogo de 2019, com uma contribuição negativa da SportTV e da ZAP, devido ao registo de imparidades e provisões".

Número de serviços cresce 2,3%

Apesar da pandemia, o número de serviços prestados pela Nos aumentou 223 mil ou 2,3% para 9,761 milhões de janeiro a junho face ao período homólogo de 2019. 

Analisando por segmentos, o número de serviços móveis registou um aumento de 101 mil face ao período homólogo, contando no final de junho com 4,8 milhões. O número de clientes de televisão por subscrição também registou uma variação positiva de 1,9% para 1,6 milhões.

A Nos sublinha ainda que apesar do atual enquadramento manteve o seu investimento nos mesmos níveis que tem registado,"tendo investido no conjunto do semestre 171,8 milhões de euros, excluindo contratos de leasing".

A larga maioria deste montante foi dirigida para o desenvolvimento das suas redes, tendo fechado o semestre com uma cobertura de 4,6 milhões de casas, mais 190 mil lares face ao final de junho de 2019

No final do período em análise, a dívida financeira Líquida "situou-se nos 1.009,4 milhões de euros, menos 120,9 milhões de euros do que no final de junho de 2019, representando 1,8 x o EBITDA Após Leasings, um rácio conservador face às congéneres do setor", detalha a empresa.

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