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Aposta na Portugália pode ser resposta da TAP às low cost

Pedro Nuno Santos diz que a solução para o grupo TAP responder ao ataque das low cost pode passar pelo reforço da frota da Portugália, que utiliza aviões mais pequenos e mais baratos, para fazer operação ponto a ponto.

Mário Cruz/Lusa
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 15 de Outubro de 2020 às 19:47
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O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou esta quinta-feira no Parlamento que está a ser estudada a possibilidade de reforçar a frota da Portugália de forma a que o grupo TAP consiga ser "competitivo com as companhias aéreas, nomeadamente Ryanair, Easyjet e Transavia, que estão a atacar o nosso mercado".

 

Na comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, o governante afirmou que a Portugália tem "aviões mais pequenos e mais baratos, que podem ser usados para fazer operação ponto a ponto".

 

"Temos uma frota da Portugália muito reduzida e uma possibilidade que está a ser estudada é reforçarmos a frota da  Portugália e fazermos ligações ponto a ponto a partir do Porto e de Faro", afirmou. Segundo Pedro Nuno Santos, o objetivo seria "conciliarmos  a TAP com a sua frota a fazer as rotas intercontinentais e a ligação  à Europa e apostar na Portugália como instrumento que permita à TAP  aproveitar melhor os  aeroportos do Porto e de Faro".

 

O governante disse ainda que foram abertas quatro rotas da TAP do Porto, em resposta ao desafio que foi lançado, que estão "em média com 46% de lotação", ou seja "são hoje um prejuízo para TAP".

 

Pedro Nuno Santos salientou que a operação da TAP torna a atual conjuntura mais difícil para a companhia portuguesa face às low cost porque "tem grande parte do seu negócio através do hub, fazendo a distribuição de mercados do outro lado do Atlântico que estão fechados, reduzidos a quase nada".

 

"A TAP acaba por ser atingida ainda mais que uma ‘low cost’ que faz viagens dentro da Europa", apontou, afirmando ainda que "a Ryanair optou por conscientemente queimar dinheiro, é a estratégia que tem e nós não podemos ter", disse ainda.

 

O ministro das Infraestruturas voltou a defender a decisão tomada pelo Governo de não deixar cair a TAP pela sua importância na economia portuguesa.

 

Pedro Nuno Santos reafirmou que dos 3,3 mil milhões de faturação do grupo no ano passado, 80% - 2,6 mil milhões de euros – dizem respeito a clientes estrangeiros, ou sejam são exportações nacionais, pelo que se a companhia fosse substituída por uma estrangeira os restante 20% de clientes portugueses – 700 milhões de euros – passavam a ser importações.

 

Outra consequência, disse, tem a ver com os 1,3 mil milhões de euros que a TAP compra anualmente a 1.000 empresas nacionais, dando como exemplo 165 milhões de euros em tecnologia, 120 milhões em serviços, 65 milhões em catering e 350 milhões em serviços aeroportuários e handling.

 

 

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