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Moreira ataca Pedro Nuno: “Sem o Porto, a TAP deixa de ser um perdócio”?

O autarca não gostou de ouvir o ministro destacar os prejuízos nas quatro rotas recuperadas durante a pandemia e desafiou-o a acabar com elas, se isso significar que a companhia aérea “deixa de custar dinheiro” aos portugueses.

Bruno Colaço
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 16 de Outubro de 2020 às 09:38
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O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, foi ao Parlamento dizer as rotas da TAP para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada, recuperadas recentemente a partir do aeroporto Sá Carneiro, estão com "46% da lotação em média" e são "neste momento um prejuízo para a TAP".

 

Rui Moreira ouviu estas declarações e ironizou que até "são boas notícias", uma vez que "se são as quatro rotas do Porto que dão prejuízo" à transportadora, o ministro deve "[parar] com elas" e incorporar a companhia aérea na Carris ou na "muito rentável" Soflusa.

 

"Para Lisboa é óptimo: fica com a TAP que, sem o prejuízo do Porto, deixa de ser um perdócio. Para o resto do país – para a província em que alegremente nos incluímos – é uma maravilha, porque a TAP deixa de nos custar dinheiro", atacou o presidente da Câmara Municipal do Porto.

 

A TAP deve esgotar já este ano a totalidade do empréstimo estatal de 1.200 milhões de euros que estava previsto ser utilizado até 2021. E o Governo já reservou para o próximo ano outros 500 milhões, que serão utilizados como garantia estatal para um empréstimo bancário a ser contraído pela companhia aérea.

 

 

Numa publicação no Facebook, o autarca eleito por duas vezes como independente foi ainda cáustico quanto às hipotéticas ligações lucrativas a partir da capital, dando o exemplo da nova rota para Bilbau, que "deve ser um ‘must’ em termos de rentabilidade e importantíssima para uma estratégia nacional". "Promover visitas ao Gugenheim basco é ‘top’", acrescenta.

 

Corte de 1.600 trabalhadores

 

Numa audição parlamentar realizada esta quinta-feira, 15 de outubro, Pedro Nuno Santos adiantou que a crise no setor da aviação provocada pela covid-19 já levou à saída de 1.200 trabalhadores da TAP estimando que até ao final deste ano esse número deve subir para as 1.600 pessoas

Sobre o plano de reestruturação que chega a Bruxelas em novembro, o governante referiu que "a melhor forma de [garantir] emprego é ter uma companhia sustentável", confirmando que será feito um "redimensionamento" com "impacto em todas as áreas". "Não podemos fazer de outra maneira, mantendo empregos que depois não têm trabalho", concluiu.
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