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Montijo ou Alcochete: ANA diz que lhe é "indiferente" a solução

O CEO da concessionária dos aeroportos nacionais garantiu no Parlamento que não tem "interesse económico numa solução ou outra", frisando que um reequilíbrio económico-financeiro do contrato teria lugar com o aumento das taxas e, se não for suficiente, com recurso a subsídios públicos.

Thierry Ligonnière garante que da DIA para o Montijo, a ANA vai implementar o que é da sua responsabilidade.
Miguel A. Lopes/Lusa
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 20 de Abril de 2021 às 13:10
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O presidente executivo da ANA – Aeroportos de Portugal alertou esta terça-feira no Parlamento que a solução de construir um novo aeroporto em Alcochete "soma custos de construção de um aeroporto de raiz e com acessibilidades, é mais demorado, e tem custos elevadíssimos, também para os contribuintes".


No entanto, Thierry Ligonnière assegurou que para a ANA é "indiferente" qualquer que seja a solução e o investimento, uma vez que teria de haver um reequilíbrio económico-financeiro do contrato, primeiro através do aumento das taxas e, se não for suficiente, pelo recurso a subsídios públicos".


"A remuneração da ANA seria igual. A ANA não tem interesse económico mais numa solução do que noutra", afirmou o responsável numa audição parlamentar sobre o aeroporto do Montijo.


Para o CEO da concessionária dos aeroportos nacionais, as duas soluções – Montijo ou Alcochete - são "indiferentes do ponto de vista rentabilidade", já que "seriam implementadas através de reequilíbrio económico-financeiro do contrato". No entanto, pela rapidez necessária e enquadramento económico, "a solução não é indiferente para o Estado", disse.


De acordo com o Ligonnière, o Montijo pode ser implementado em quatro anos após a assinatura da adenda ao contrato de concessão. No entanto, "se tivermos de desenvolver a solução Alcochete tínhamos de começar desde início", com a realização do projeto, do estudo de impacto ambiental, entre outros estudos -, o que "acrescentaria quatro ou cinco anos".

"O peso destes quatro ou cinco anos na ausência de capacidade aeroportuária na região de Lisboa é vital", frisou, lembrando o impacto da economia turística para o país e que a IATA antecipa a retoma do tráfego aéreo para 2024 a 2025.


Thierry Ligonnière explicou que o contrato de concessão entre o Estado e ANA é público e prevê as duas situações - a construção de um aeroporto de raiz ou a possibilidade de a ANA apresentar uma solução alternativa menos dispendiosa – mas também que "o custo destas soluções seja assegurado pela taxas aeroportuárias ou através de financiamento público".


"Não há lugar a indemnização pela escolha de uma ou outra solução", sublinhou, frisando que a ANA se posiciona neste processo "como parceiro do Estado" e "vai colaborar na solução decidida, seja ela qual for".


"O Montijo é mais vantajoso, por seu mais rápido, económico, e sem impacto no contribuinte", apontou ainda, acrescentando que a decisão cabe ao Estado.

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