Tripulantes desmentem CFO da TAP e acusam a empresa de incompetência
Depois do CFO ter dito que os tripulantes da TAP trabalham um máximo de 600 horas por ano, o sindicato do pessoal de voo afirma que o acordo atual já permite um limite de 900 horas e acusa a empresa de incompetência.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) acusa o administrador financeiro da TAP de desconhecer o acordo de empresa em vigor e acusa a companhia de incompetência na gestão do pessoal.
Num comunicado enviado aos associados ao qual o Negócios teve acesso, o SNPVAC diz que "determinados membros da atual Administração exercem os seus cargos há relativamente pouco tempo, e talvez por isso não lhes tenha sido dada a possibilidade de conhecer a fundo algo que existe desde 2006".
O administrador financeiro Gonçalo Pires afirmou que na transportadora aérea "todos têm de ser mais produtivos, incluindo os tripulantes de cabine" e que "na British Airways podem trabalhar até 900 horas por ano" e questionou "porque é que na TAP só se pode trabalhar até 600?".
O SNPVAC desmente estas afirmações, enunciando o acordo de empresa em vigor, segundo o qual os limites para o tempo de voo já permitem essa possibilidade. Esses valores máximos são de 900 horas por ano, 285 horas por trimestre e 95 horas por mês.
O sindicato acrescenta que se as 900 horas não são atingidas, isso deve-se "única e exclusivamente à incompetência na gestão mensal e diária dos tripulantes e da operação no geral",
A organização sindical lamenta o que diz ser um "ataque difamatório contra os tripulantes" por parte da empresa e acusa a companhia de não apresentar "o famoso estudo em que baseia as suas afirmações".
"Atacar é simples. Apresentar provas é bem mais complicado", afirmam, desafiando a TAP "a apresentar o tal estudo publicamente".
O sindicato entende que é "cada vez mais complicado tentar negociar um novo acordo com a administração da TAP, principalmente porque a própria desconhece por completo o atual".
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