Transportes CP baixa prejuízos para 55,3 milhões até Junho

CP baixa prejuízos para 55,3 milhões até Junho

Os rendimentos de tráfego do grupo estatal subiram 6,4% para 126,2 milhões de euros, tendo o número de passageiros transportados crescido 3,2% para mais de 62 milhões.
CP baixa prejuízos para 55,3 milhões até Junho
Miguel Baltazar
Maria João Babo 28 de agosto de 2018 às 19:05

O Grupo CP – Comboios de Portugal registou no primeiro semestre deste ano um prejuízo de 55,3 milhões de euros, o que reflecte uma melhoria de 4,6% face aos quase 58 milhões de perdas do período homólogo de 2017.

Para os resultados do grupo, a CP EPE contribuiu com um resultado negativo de 54,6 milhões de euros. Já a EMEF obteve um resultado positivo de 1,3 milhões de euros, 400 mil euros acima do verificado há um ano. Entre as outras participadas da CP, a Fernave e a Saros apresentaram um resultado líquido positivo, enquanto a Ecosaúde registou perdas.

Até Junho, de acordo com o relatório e contas intercalar consolidado do primeiro semestre,  os rendimentos de tráfego da empresa subiram 6,4% para 126,2 milhões de euros, tendo o número de passageiros transportados crescido 3,2% para mais de 62 milhões.

Nos serviços urbanos de Lisboa o número de passageiros transportados aumentou 4,4% para os 42,7 milhões e nos serviços urbanos do Porto a subida foi de 1,6% ultrapassando os 11 milhões.

 

No longo curso o crescimento foi de 2% para mais de 3 milhões de passageiros, enquanto no serviço regional foi registada uma quebra de 2,3% para pouco mais de 5,2 milhões.

 

Nos proveitos de tráfego, o longo curso continua a representar a maior fatia, tendo gerado 52,7 milhões de euros, do total de 124,7 milhões.

 

De acordo com a CP, "estes resultados reflectem a continuada dinâmica comercial da empresa, encontrando-se, no entanto, impactados pelos diversos constrangimentos que afectaram a operação ferroviária no período em análise e que originaram uma degradação  da qualidade do serviço prestado".

 

A empresa refere ainda "o agravamento das condições da infra-estrutura, as greves ocorridas e o aumento da taxa de indisponibilidade do material por falta de capacidade produtiva da EMEF".

 

Até Junho, o resultado operacional da actividade de transportes (EBITDA) da CP aumentou 20% em termos homólogos para quase 9,5 milhões de euros.

 

O capital próprio manteve-se nos 2.246 milhões de euros negativos, enquanto o passivo subiu 0,1% para 2.878 milhões de euros.   

 

O efectivo do grupo (inclui a CP e a EMEF) diminui 1,8% neste período, passando de 3.779 para 3.710 trabalhadores.

Na apresentação dos resultados, o grupo sublinha que na empresa de manutenção o efectivo diminuiu 5% - 50 colaboradores – face ao final do primeiro semestre de 2017, essencialmente devido a saídas por reforma.

 

Aponta ainda que entre 2016 e 2017 a EMEF apresentou vários pedidos de autorização para a contratação de trabalhadores, mas "a mesma só se veio a concretizar em Julho de 2018 para recrutamento de 102 trabalhadores".




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