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Movimento de contentores em Lisboa continua a cair em 2019

O porto da capital continuou a perder quota nos dois primeiros meses deste ano na movimentação de contentores. Já Leixões e Sines arrancaram 2019 com crescimento.

Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 30 de Abril de 2019 às 09:00
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O movimento geral de contentores nos portos da Figueira da Foz, Lisboa e Setúbal recuou em Fevereiro 23,4 %, 9,3% e 0,1%, respetivamente, face ao mesmo mês de 2018, revela o relatório de acompanhamento do mercado portuário divulgado esta terça-feira pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

De acordo com os dados do regulador, Leixões e Sines continuam a crescer, tendo em Fevereiro registado uma subida de 14,3% e 5,8%, respetivamente.


Já no acumulado dos dois primeiros meses deste ano, o porto de Lisboa regista uma quebra de 11,2%, enquanto o da Figueira da Foz cai 12,9%.


"Embora num período de apenas dois meses, ainda pouco significativo em termos de desempenho anual, o segmento dos contentores regista um crescimento de 10%, atingindo 495.814 TEU" (unidade equivalente a um contentor), diz a AMT, salientando o registo da melhor marca de sempre nos portos de Leixões e de Setúbal.

Neste período, o porto de Sines aumentou a sua quota em 2,1 pontos percentuais para 58,9%, enquanto em Leixões a subida foi de 2,5 pontos para 22,3%. Já Lisboa reduziu a sua quota para 13% e Setúbal para 5%.


Olhando para os últimos 12 meses, Lisboa acumula uma diminuição de 15,8% na movimentação de contentores, Setúbal de 19,6% e Figueira da Foz de 14,4%. Recorde-se que foi nestes portos que se sentiu no ano passado o efeito das greves de estivadores.

Segundo os dados da AMT, no conjunto das cargas os portos do continente movimentaram nos dois primeiros meses deste ano um total de 15,35 milhões de toneladas, superior em 4,3% ao período homólogo de 2018. Para essa variação, diz o regulador, "contribuiu decisivamente o porto de Sines" que, com o apoio de Leixões, "anularam as quebras registadas em Lisboa, Figueira da Foz, Aveiro e Faro".

Em termos de tipologia de cargas, o desempenho global positivo ficou a dever-se principalmente aos produtos petrolíferos e à carga contentorizada, bem como, ainda, ao carvão e à carga fracionada, que contrariaram as quebras do petróleo bruto, outros granéis sólidos e produtos agrícolas.


De acordo com o relatório de fevereiro da AMT, o movimento de navios observado no período em análise, independentemente da sua tipologia ou das operações realizadas, traduziu-se por 1.622 escalas, inferior em 3,9% ao do período homólogo.

 

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