Transportes Taxistas cancelam protesto na Presidência da República

Taxistas cancelam protesto na Presidência da República

As associações que representam os taxistas não vão avançar com o protesto em Belém. É esperada uma reunião com o Presidente da República. Caso Marcelo Rebelo de Sousa não possa até 21 de Outubro, mantém-se a reunião com a sua equipa na próxima segunda-feira.
Taxistas cancelam protesto na Presidência da República
Bruno Simão
Wilson Ledo 13 de outubro de 2016 às 12:18

Os taxistas vão desconvocar a protesto agendado para a próxima segunda-feira, 17 de Outubro, em frente à Presidência da República. O anúncio surge depois de uma reunião entre as duas associações do sector.

A ANTRAL mudou de posição e decidiu também que será melhor esperar por novos desenvolvimentos sobre a lei que está a ser preparada para enquadrar a actividade de plataformas de mobilidade como a Uber e a Cabify.


"Não é o momento adequado para se fazer mais qualquer manifestação, marcha lenta ou concentração", afirmou o presidente Florêncio de Almeida esta quinta-feira, 13 de Outubro.


Já antes, em comunicado, a Federação Portuguesa do Táxi (FPT) tinha considerado que "deve aguardar pela decisão final do Governo sobre a regulação dos veículos prestadores de serviço às plataformas tecnológicas".


Contudo, a FPT garante que terá uma "reacção adequada à decisão política que venha a ser tomada". Ao Negócios, o presidente Carlos Ramos afirmou que, neste momento, "não há condições para manter de pé o anúncio [de protesto]".


Ainda esta quarta-feira, 12 de Outubro, numa posição contrária à da FPT, Florêncio de Almeida tinha dito que o protesto em Belém avançaria, dando sequência à acção centrada na Rotunda do Relógio. A última marcha lenta devia ter seguido até à Assembleia da República mas ficou-se pela rotunda que dá acesso ao aeroporto de Lisboa, depois de registadas situações de violência com a polícia.


Uma das exigências dos taxistas é que o número de veículos a trabalhar para as plataformas Uber e Cabify esteja sujeito, à semelhança dos táxis, a um contingente. Isto é, a um número máximo de carros permitidos.


Além do Palácio de Belém, o protesto da próxima segunda-feira estava também previsto em frente às câmaras do Porto e Faro.


Ao Negócios, Carlos Ramos admitiu que "pressionar o Presidente da República era contraproducente" e que poderia ser entendido de uma forma negativa pela opinião pública caso Marcelo Rebelo de Sousa venha a decidir, no futuro, a favor da classe.


A FPT e a ANTRAL enviaram para Belém um pedido urgente para uma reunião com o próprio Presidente da República até à próxima sexta-feira, 21 de Outubro. Caso não haja essa disponibilidade do chefe de Estado, mantém-se a reunião na segunda-feira com a equipa de Belém. "Gostávamos muito que o senhor presidente falasse connosco", reconheceu o representante dos taxistas.


No dia do último protesto, Marcelo Rebelo de Sousa fez saber que os taxistas seriam ouvidos. Mas não por ele próprio, que estará numa visita de Estado à Suíça. "Certamente alguém de Belém ouvirá as razões dos taxistas. E aguardaremos serenamente o diploma que há-de vir ou do Governo ou da Assembleia da República", afirmou.


No Parlameto, o Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, mostrou-se disponível para recomeçar o diálogo com o sector do táxi. "Aceitámos de bom grado essa abertura", agradece Carlos Ramos. Além da questão das plataformas de mobilidade, e depois da Câmara de Lisboa ter mostrado que quer criar um regulamento próprio, a expectativa é que avance também a intenção de definir regras para as praças de táxi nos aeroportos e portos marítimos.


(Notícia actualizada às 13:00 com mais informação)




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