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Coronavírus: Sindicato acusa Casino de Chaves de ter expulsado “croupiers” de poker

Na quarta-feira, três trabalhadores da sala de jogo da Solverde destacados para um torneio de poker terão sido expulsos do casino após terem defendido o cancelamento da competição, onde “existe grande proximidade entre todos à volta de uma mesa”, acusa o sindicato.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 13 de Março de 2020 às 20:55
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"Atendendo ao que se passa em todo o mundo com o coronavírus, e neste momento de forma muito particular na Europa, entende o Sindicato dos Trabalhadores das Salas de Jogos (STSJ) que os casinos deviam fechar de imediato de forma a contribuir para a preservação da saúde pública", defendeu Carlos Teixeira, presidente do sindicato, em declarações ao Negócios, uma hora antes de o grupo Solverde anunciar que irá encerrar os seus cinco casinos em Portugal.

 

A falta de uma decisão de encerramento dos casinos, no caso dos da Solverde, estava a causar grande contestação junto dos seus trabalhadores, com o presidente do sindicato a contar ao Negócios um episódio de grande tensão ocorrido esta semana no Casino de Chaves, que pertence ao grupo Solverde.

 

"Na passada quarta-feira, três pagadores [‘croupiers’] alertaram a direção do casino para a oportunidade de não se efetuar o torneio do poker, uma vez que este jogo é realizado com todos os jogadores sentados à volta de uma mesa, em grande proximidade entre todos, e com muitas probabilidades de poder haver contágio", relatou o presidente do STSJ.

 

A posição destes três trabalhadores "não foi bem aceite pela direção do Casino, e perante a recusa destes trabalhadores em pagar [função do ‘croupier’] o torneio, foi-lhes dito que, nesse caso, teriam de abandonar as instalações e que iriam ser alvo de uma falta injustificada", afiançou Carlos Teixeira.

 

Contactada pelo Negócios, fonte oficial do grupo Solverde respondeu que "não há conhecimento de nenhuma situação".

 

O grupo Solverde anunciou ao início da noite desta sexta-feira, 13 de março, que "requereu autorização ao Estado português para encerrar todos os seus casinos físicos".

 

Em causa estão os casinos de Espinho, Chaves, Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo, que fazem do grupo Solverde o segundo maior concessionário do país em receitas, atrás do grupo Estoril-Sol, que explora os de Lisboa, Estoril e Póvoa.

 

Com a decisão de encerramento das suas salas de jogo, a Solverde considera que está a "cooperar, deste modo, no esforço coletivo realizado pelo Governo, autoridades e população portuguesa em geral contra a pandemia do novo coronavírus/Covid-19", explica o grupo liderado por Manuel Violas.

 

"Esta decisão torna-se efetiva a partir de 14 de Março, por um período previsto de 14 dias", e foi "tomada livre e conscientemente", tendo "em vista proteger" os seus "colaboradores e clientes sem que tenha havido" nestes casinos "qualquer suspeita", garante.

 

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